
Adolescente de 13 anos é resgatada em cativeiro em Anápolis (Foto: Instagram)
Goiânia – A adolescente Ana Clara Silva, de 13 anos, que estava desaparecida por três dias, foi encontrada nessa quarta-feira (9/9) em Anápolis, a cerca de 55 km da capital de Goiás. Ela teria sido instruída a destruir seu celular para evitar ser localizada pelas autoridades.
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A jovem fugiu na madrugada de segunda-feira (7/9) com um rapaz de 19 anos, que a orientou sobre o melhor horário para a fuga, evitando assim ser capturada por câmeras de segurança. Esses detalhes foram divulgados pela delegada Aline Lopes, responsável pelo caso, durante uma coletiva de imprensa.
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Ana Clara e o jovem se comunicavam através de redes sociais. De acordo com a polícia, o plano deles não era viajar para o Canadá, como inicialmente pensado, mas permanecer em Anápolis, em uma casa alugada pelo rapaz. A adolescente não possuía passaporte nem documentos pessoais.
RESGATE EM CATIVEIRO
Ana Clara foi localizada em um barracão abandonado no bairro Vila Esperança. O local estava trancado externamente com correntes e cadeado, além de tábuas. No interior, havia apenas um colchão.
O jovem estava trabalhando no momento em que a adolescente foi resgatada. Ele foi detido em flagrante por cárcere privado e estupro de vulnerável.
Segundo a Polícia Civil de Goiás, Ana Clara não apresentava ferimentos quando foi encontrada, e não havia sinais iniciais de abuso, mas o crime é configurado pela idade dela.
A delegada relatou que precisou ser mais assertiva com Ana Clara durante o resgate, pois a adolescente estava relutante e parecia não querer deixar o local.
Aline Lopes afirmou que “um homem de 19 anos orienta a jovem a fugir de casa sem ser descoberta, para que nem a família nem a polícia a encontrem, o que caracteriza aliciamento”. O rapaz é de um município próximo a Anápolis e não tinha antecedentes criminais.
INVESTIGAÇÃO CONTINUA
Mesmo com Ana Clara encontrada e o suspeito detido, ainda há pontos a esclarecer. Em coletiva, Aline Lopes mencionou que a Polícia Civil ainda vai verificar se houve contato anterior entre suspeito e vítima.
“Há evidências de que foi a primeira vez que se encontraram, mas também há informações de que já se conheciam, apresentados por uma amiga em comum”, explicou.
As autoridades vão ouvir os envolvidos, amigas da adolescente e analisar os celulares. A delegada estima um prazo de 10 dias para essas ações.
ALERTA AOS PAIS
A chefe da DPCA aproveitou a repercussão do caso para alertar: “As famílias não percebem o risco que seus filhos correm com um celular na mão”.
“Uma pessoa totalmente desconhecida da família conseguiu influenciar [a adolescente] a ponto de ela deixar uma vida confortável, uma família, toda uma estrutura, para viver, por exemplo, no local onde foi encontrada, em condições desconhecidas”, afirmou.
A delegada frisou que não é hora de julgar a família de Ana Clara, mas sim de aprender com o ocorrido. Destacou a importância de limitar o acesso de crianças e adolescentes a celulares, monitorar os conteúdos que consomem e os aplicativos que usam.
“Se os pais não se atentarem, uma hora ou outra, esse tipo de situação ou uma violência sexual virtual vai acontecer”, concluiu.
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