
Flávio Bolsonaro em coletiva após STF autorizar investigação por corrupção (Foto: Instagram)
"Despertem, pessoal. Flávio Bolsonaro é o único candidato à Presidência da República nas eleições que ocorrerão em 22 dias, que está sendo investigado por corrupção pelo Supremo Tribunal Federal (STF) — o único. E, convenhamos, isso não é pouca coisa.
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Desde 1989, isso só aconteceu com um outro candidato. Adivinhem quem… Sim, Jair Bolsonaro, em 2022, quando tentou a reeleição como presidente. Por sinal, foi o único no exercício do cargo que acabou derrotado. Além disso, é o único ex-presidente do Brasil formalmente julgado, condenado e preso por tentativa de golpe de Estado. Realmente uma família do barulho.
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Junto com seu irmão, Eduardo, que reside nos Estados Unidos sob a proteção de Donald Trump, Flávio está sendo investigado desde julho pela Polícia Federal. O inquérito foi autorizado pelo ministro 'terrivelmente evangélico' André Mendonça e examina suspeitas de crimes no financiamento do filme Dark Horse, em homenagem ao pai deles.
Mendonça retirou o sigilo do caso a pedido de seu colega Edson Fachin, presidente do STF. Por conta própria, ele não o faria tão cedo; deixaria passar o primeiro e o segundo turno das eleições para não influenciar os resultados nem prejudicar Flávio.
Para o escolhido pelo pai para herdar seus votos, a discussão sobre o filme 'é página virada' e ele não deve mais explicações. Esqueceu de combinar com Fachin. Esqueceu também de combinar com o cineasta, produtor e diretor do filme, o norte-americano Cyrus Nowrasteh, que usou sua conta na rede social X para afirmar que os valores amplamente divulgados pela imprensa sobre o custo do longa são 'ridiculamente inflacionados'.
A manifestação do diretor ocorreu após jornais brasileiros comentarem o orçamento atribuído a Dark Horse — de cerca de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões).
Eleitor que se diz contra a corrupção vota em candidato investigado por corrupção? Claro que sim. O antipetismo recusa qualquer coerência ou lógica.
De acordo com Alice Maciel, repórter do ICL, empresas de Flávio dividem a mesma sala em Brasília com 16 firmas do empresário e lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como 'Careca do INSS'. Antunes ganhou notoriedade nacional como o pivô de um esquema bilionário de fraudes e desvios envolvendo descontos associativos indevidos nas aposentadorias e pensões de milhões de beneficiários da autarquia. Ele está preso.
A sensação no entorno de Lula é que a semana termina melhor do que começou. Para Flávio, é o oposto."







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