
Liberdade condicional para o “Maníaco do Novo Gama” após 13 anos de internação (Foto: Instagram)
Adaylton Nascimento Neiva, de 47 anos, mais conhecido como Maníaco do Novo Gama, foi responsável por semear terror entre os moradores do Distrito Federal e arredores no início dos anos 2000, ao cometer uma série de assassinatos e estupros contra mulheres. Mesmo após duas décadas, os crimes ainda são lembrados pela brutalidade e frieza com que foram cometidos, permanecendo vivos na memória dos habitantes de Brasília e Goiás.
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Recentemente, a decisão judicial de conceder liberdade condicional ao criminoso trouxe o caso de volta à tona. Desde 2011, Adaylton estava internado na Ala de Tratamento Psiquiátrico da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. No entanto, a Vara de Execuções Penais decidiu pela sua liberação na última terça-feira (30/6).
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A série de crimes do maníaco teve início em março de 2000, no Novo Gama (GO), quando Adaylton assassinou sua ex-esposa, Elenice Geralda Lucas, de 19 anos, e a filha dela, Luciene Lucas de Caldas, de 5 anos. Elenice, que estava grávida de cinco meses, havia deixado o lar devido à violência do parceiro. No dia do crime, Adaylton a atacou com um pedaço de madeira e sufocou a criança com uma sacola plástica.
Os corpos foram encontrados dez dias após o crime, enterrados no quintal da casa. Adaylton foi preso por 210 dias, mas acabou sendo solto porque a Justiça de Goiás demorou a julgá-lo. Em fevereiro de 2001, ele cometeu mais crimes no Gama (DF), resultando em uma condenação de nove anos e seis meses.
Adaylton foi preso na Papuda até setembro de 2009, quando progrediu para o regime semiaberto. Entretanto, fugiu em outubro e, em dezembro, fez novas vítimas, incluindo Evanilde dos Santos Ribeiro, de 41 anos, que foi estuprada e assassinada.
Alessandra Alves Rodrigues, de 14 anos, foi a última vítima. Em 21 de dezembro de 2009, a estudante foi morta pelo maníaco em um matagal no Novo Gama. Após o crime, ele fugiu para o Nordeste, sendo capturado em julho de 2010, em Picos (PI).
Adaylton confessou nove homicídios, mas só foi condenado por três, devido à falta de provas para os outros casos.
INTERNAÇÃO
Em 2011, ele foi sentenciado a 54 anos e 6 meses por três homicídios qualificados, estupros e aborto provocado. No entanto, após diagnóstico de transtorno de personalidade dissocial, a pena foi convertida em internação.
Em abril de 2024, a Justiça do DF manteve a internação devido à alta periculosidade, negando a desinternação. A defesa argumentou que ele poderia continuar o tratamento ambulatorial, mas o tribunal discordou.
O laudo de 2023 indicou que, apesar da estabilidade clínica, Adaylton apresentava um comportamento manipulador e não demonstrava remorso pelos crimes.
Apesar da decisão de 2024, em junho deste ano, a Vara de Execuções Penais decidiu pela desinternação condicional. A juíza Leila Cury assinou a decisão em 19 de junho, baseada em um laudo de setembro de 2025, que sugeria tratamento ambulatorial.
Um relatório da UBS 16 do Gama, em maio, também indicou que o estado mental de Adaylton não justificava mais a internação. As saídas terapêuticas quinzenais desde março também foram consideradas.
“Os elementos no Processo de Execução indicam que o estado de saúde mental do paciente não exige mais internação, nem justifica sua segregação indefinida”, afirmou a juíza.
Mesmo com a mudança de regime, Adaylton deve continuar o tratamento médico e psicológico, acompanhado pelo serviço social do TJDFT e sob vigilância familiar.
Durante a internação, ele formalizou união estável com uma mulher, com quem deverá viver após deixar a instituição.







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