
Líder do PT participa de ato em praça pública preparando mobilização nacional do partido para o dia 13/9 (Foto: Instagram)
O Partido dos Trabalhadores (PT) planeja uma mobilização nacional para este domingo (13/9), com o intuito de revitalizar a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa surge em meio à queda nas pesquisas, críticas à estratégia do partido e uma crise no Supremo Tribunal Federal (STF) que tem afetado a imagem do presidente.
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A data escolhida, que coincide com o número do partido nas urnas, ocorre exatamente três semanas antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O PT planeja mobilizar cidades em todo o Brasil com atividades como bandeiraços, rodas de conversa, carreatas, panfletagens e encontros em praças. A mobilização contará com a participação de diretórios do PT, candidaturas estaduais e ao Senado, além de movimentos sociais.
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O PT orientou que as atividades sejam adaptadas de acordo com a realidade local, permitindo que cada município, bairro e território organize suas próprias ações. A ideia é promover atividades descentralizadas, com diretórios e grupos sociais definindo locais, horários e formatos, cadastrando as ações em uma plataforma nacional.
A primeira-dama, Janja Lula da Silva, anunciou nas redes sociais que estará "em algum lugar de Brasília" durante o dia de mobilização. Até o momento, a equipe de Janja não confirmou o local exato do evento, mas espera-se que ocorra na manhã, a partir das 9h30.
O presidente Lula, por outro lado, não participará das mobilizações nas ruas. Ele estará em Brasília, sem compromissos públicos, mas realizará uma live às 18h, via Zoom, para dialogar com militantes, comunicadores, influenciadores e apoiadores.
CRISE NO STF
- 1º de setembro: O ministro André Mendonça levantou o sigilo de parte da investigação do caso Banco Master, onde o nome do ministro Alexandre de Moraes é citado. O relatório da Polícia Federal revela uma suposta troca de mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
- 3 de setembro: Moraes reagiu encaminhando a Edson Fachin, no Inquérito das Fake News, um pedido para investigar Mendonça por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. As acusações ainda não foram julgadas.
- 4 de setembro: Fachin negou o pedido de Moraes e enviou o procedimento à Presidência do STF, dando cinco dias úteis para que Mendonça e a Procuradoria-Geral da República se manifestassem.
- 8 de setembro: Mendonça afastou preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, devido a suspeitas sobre relatórios da PF relacionados à sua atuação. A decisão provocou reação da Advocacia-Geral da União, e 11 diretores da PF se colocaram à disposição em apoio aos delegados.
- 9 de setembro: O ministro Flávio Dino determinou o retorno de Andrei Rodrigues e Leandro Almada aos cargos, apontando "atropelos processuais" na decisão de Mendonça. Horas depois, Fachin suspendeu as decisões de Mendonça e Dino, mantendo os delegados na PF enquanto analisa o impasse. O presidente do STF centralizou os procedimentos e convocou uma sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro.
- 10 de setembro: Fachin solicitou a remoção parcial do sigilo das investigações do Banco Master e ordenou que Mendonça entregasse um HD com as informações à Presidência do STF e aos demais ministros. Mendonça atendeu ao pedido e levantou parte do sigilo da investigação.
- 11 de setembro: O presidente do STF atendeu ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) e ordenou a Mendonça que levantasse o sigilo total de todas as peças e procedimentos do caso em 24 horas.
REORGANIZAÇÃO
Na última quinta-feira (10/9), a Executiva Nacional do PT convocou uma reunião de emergência em Brasília para discutir os rumos da campanha de Lula, considerando o acirramento da disputa eleitoral e as tensões no STF relacionadas ao caso Master.
Durante a reunião, Edinho Silva, coordenador da campanha de Lula e presidente do PT, ouviu críticas sobre a desorganização da campanha e pedidos para que Lula adote uma postura mais ativa na opinião pública. Integrantes do PT e do Palácio do Planalto estão preocupados com o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto e defendem uma mudança de estratégia para uma abordagem mais ofensiva.
Após o encontro, Edinho reconheceu erros na produção e distribuição de materiais, mas assegurou que o problema está sendo resolvido. O PT decidiu centralizar novamente a produção de materiais de campanha, após reclamações sobre a falta de panfletos e bandeiras.
Edinho afirmou que Lula será mais enfático ao apresentar propostas para o futuro, como a reforma do Judiciário e medidas contra o crime organizado, em vez de apenas destacar seu legado.
Após a reunião, a Executiva Nacional do PT aprovou uma resolução defendendo mandatos temporários para o Judiciário, sem definir prazo, além de penas mais severas para corrupção e tráfico de influência. Lula comentou sobre o assunto em entrevista ao SBT, afirmando que deseja discutir com a sociedade antes de elaborar uma proposta concreta.
Agora, a campanha busca intensificar as críticas a Flávio e ao ministro André Mendonça, do STF, em relação ao caso Master. A estratégia é desvincular a imagem de Lula da de Moraes, com Lula defendendo investigações completas, doa a quem doer. Os ataques a Mendonça não serão feitos diretamente por Lula, mas sim por dirigentes petistas e militantes.







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