
Suspeito de estupro de vulnerável faz gesto obsceno em vídeo após denúncias (Foto: Instagram)
A jovem que acusa Nicolas Archanjo Silva, conhecido como Naro, de estupro, afirmou ter recobrado a consciência diante de uma câmera. Segundo seu relato, até aquele instante, ela desconhecia que estava sendo filmada.
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"Eu nem estava consciente porque […] me desmaiou. Acordei com a câmera na minha cara já", declarou em um vídeo, publicado em uma rede social, após as imagens do incidente começarem a circular na internet.
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Nicolas foi preso temporariamente no início da semana, depois que a Justiça considerou haver indícios de que a vítima foi levada à casa dele e teve sua capacidade de reação diminuída após ingerir uma bebida. O abuso teria sido registrado e, depois, disseminado em ambientes virtuais.
No relato, a jovem enfatiza que não consentiu com a gravação. "Eu não pedi pra gravar porra nenhuma", afirmou, refutando versões divulgadas na internet de que teria concordado com o registro.
A exposição das imagens, segundo ela, gerou uma nova onda de violência. Além do vídeo ter sido divulgado, a jovem passou a ser atacada e responsabilizada pelo crime que alega ter sofrido.
"Minha vida tá um inferno", resumiu. Em outro momento, mencionou que a repercussão afetou sua vida fora da internet. "Perdi meu namorado. Perdi meu terreiro. Perdi um monte de coisa por causa disso."
A jovem também relata ter recebido ameaças após denunciar o ocorrido. Entre as mensagens que afirma serem atribuídas a Nicolas estão referências ao seu endereço e ameaças de morte. "Você vai ter o que você merece", mostra uma das mensagens que ela exibe durante o vídeo.
A versão encontra correspondência na decisão que decretou a prisão temporária. O documento menciona "reiteração de ameaças virtuais" e a continuidade da exposição de conteúdo íntimo após o abuso.
Nicolas é apontado pela investigação como líder de um grupo no Telegram associado à exploração sexual de crianças e adolescentes, estupros virtuais, coação e incentivo à automutilação.
A própria vítima relata ter encontrado, após o episódio, acusações feitas por outras jovens contra o suspeito. Parte dessas afirmações ainda está sob investigação policial.
A prisão temporária de Nicolas, decretada por 30 dias, está ligada à investigação por estupro de vulnerável. A defesa dele não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.
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