
Indira Xavier em reunião reivindica polícia única e comunitária em Minas Gerais (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – Indira Xavier (Unidade Popular), única mulher concorrendo ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano, propõe uma revisão no modelo de policiamento atual do Brasil. Entre suas propostas, além da revisão salarial, está a unificação das forças policiais e a desmilitarização da Polícia Militar.
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A proposta sugere unir a Polícia Militar e a Polícia Civil para evitar rivalidades, reduzir a burocracia e permitir que os agentes atuem tanto de forma preventiva quanto investigativa.
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“Para resolver a questão da segurança pública, precisamos desmilitarizar a polícia. Criar uma polícia única e comunitária, onde os agentes sejam valorizados e atuem para resolver conflitos do dia a dia. Para casos mais complexos, devemos investir em inteligência para prender os verdadeiros responsáveis pelos crimes no país”, declarou Indira Xavier.
Diante do aumento da sensação de insegurança, Indira sugere uma solução que não envolve o aumento do número de presídios.
“Aumentar o encarceramento não resolve o problema que precisa ser solucionado na base, garantindo políticas de educação, cultura, geração de emprego e renda, já que a maioria dos pequenos furtos que ocorrem no nosso cotidiano, que causam essa sensação de insegurança, nem sequer são resolvidos, porque não há capacidade de inteligência desenvolvida para resolver esses problemas”, afirmou a candidata.
O Brasil tinha quase um milhão de pessoas encarceradas em 2025, de acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Isso coloca o país em terceiro lugar, atrás dos Estados Unidos e China, que possuem cerca de 2 milhões e 1,6 milhão de presos, respectivamente.
RECOMPOSIÇÃO SALARIAL
As forças de segurança têm reclamado da falta de reconhecimento salarial pelo governo estadual nos últimos anos. A situação gerou manifestações contra os governadores Romeu Zema (Novo) e Mateus Simões (PSD).
A candidata propõe cumprir o piso e o plano de carreira de todas as categorias do funcionalismo público. Os recursos para esses projetos viriam do fim dos benefícios fiscais a grandes empresas, mineradoras e de uma auditoria da dívida pública do estado com a União, atualmente em torno de R$ 180 bilhões.
“Defendemos a valorização e o cumprimento do piso e do plano de carreira de todas as categorias do nosso Estado, assim como o reajuste de 100% do salário mínimo para todos os trabalhadores, porque podemos, com essa liberação orçamentária, assegurar o aumento do salário em 100%, assim como a redução da jornada de trabalho”, afirmou.
O QUE MAIS INDIRA XAVIER DISSE AO METRÓPOLES
- Participação feminina: “É impossível falarmos de mudar a realidade do nosso povo sem a participação das mulheres.”
- Violência contra a mulher: “É fundamental garantir delegacias especializadas em todos os municípios do nosso estado.”
- Dívida de Minas: “Precisamos suspender o pagamento dessa dívida e auditar essa dívida.”
- Incentivos fiscais: “Se é para dar isenção fiscal, que seja a quem constrói as riquezas e a economia do nosso estado: o pequeno produtor e o pequeno comerciante.”
- Salário e jornada: “A primeira medida que defendemos é o aumento de 100% do salário mínimo e a redução da jornada de trabalho sem redução de salário.”
- Transporte público: “Com a criação da empresa pública de transporte, podemos gerar emprego e renda, ativando as linhas férreas.”
- Mineração: “Não haverá mais mineração se o povo não decidir. E, se for para ter mineração, defendemos a criação de uma empresa estatal.”
- Copasa: “Somos veementemente contra a privatização e defendemos a reestatização.”
- Saúde pública: “Nossa proposta é que todos os políticos usem o Sistema Único de Saúde, para saberem sobre o que legislam.”
- Servidores estaduais: “Defendemos a valorização e o cumprimento do piso e do plano de carreira de todas as categorias do nosso estado.”







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