
Conceição Evaristo e co-estrela em cena de “Se Eu Fosse Vivo… Vivia”, de André Novais Oliveira (Foto: Instagram)
O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro revelou, neste sábado (19/9), no Cine Brasília, os ganhadores da sua 59ª edição. Na Mostra Competitiva Nacional, o Troféu Candango de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Oficial foi concedido ao filme Se Eu Fosse Vivo… Vivia, dirigido por André Novais Oliveira (MG). A produção, que já havia sido exibida nos festivais de Berlim e Cartagena das Índias, conta com a escritora Conceição Evaristo no elenco, marcando sua estreia como atriz.
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Conceição Evaristo, que estava em Nova York, acompanhou a cerimônia por telefone, com a ligação sendo transmitida no palco. Ao receber a menção honrosa, ela compartilhou sua experiência de atuar pela primeira vez.
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“Eu agradeço imensamente a toda a equipe que depositou essa confiança em mim. Atuar foi um aprendizado muito grande, muito grande também do ponto de vista emocional. Viver uma personagem de uma relação amorosa, de uma relação que indica a fidelidade de uma família negra, isso, para mim, foi um aprendizado muito grande. Sem sombra de dúvida, vai fluir na minha literatura”, afirmou.
Se Eu Fosse Vivo… Vivia narra cinco décadas da vida de Gilberto e Jacira, um casal que se conhece nos anos 1970, em Contagem (MG), e constrói sua vida juntos. Após cinquenta anos, eles mantêm uma rotina afetuosa, mas tudo muda quando Jacira é internada, levando Gilberto a enfrentar situações perturbadoras e desconhecidas. Conceição Evaristo interpreta Jacira.
Este prêmio marca a quarta participação de André Novais Oliveira como diretor no Festival de Brasília e seu segundo troféu de Melhor Filme, sendo o primeiro conquistado em 2018 com Temporada. Se Eu Fosse Vivo… Vivia também garantiu ao diretor os prêmios de Melhor Roteiro e Melhor Figurino. Novais já havia recebido reconhecimento pelo roteiro no festival em 2023, por O Dia Que Te Conheci. Como vencedor de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Oficial, o filme ainda recebe o Prêmio Like, no valor de R$ 50 mil em apoio de mídia.
Entre os curtas da Mostra Competitiva Nacional, Cana foi o mais premiado, recebendo, além do prêmio principal pelo Júri Oficial, os troféus de Melhor Trilha Sonora, para Daniel Rone e Guilherme Xavier, e Melhor Ator, para Gerin Black. O filme também conquistou o Prêmio Abraccine de Melhor Curta-Metragem e o Prêmio Canal Brasil.
Na Mostra Brasília – 29º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal, o destaque foi Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça, vencedor de Melhor Longa-Metragem tanto pelo Júri Oficial quanto pelo Júri Popular. A mostra distribuiu R$ 298 mil em prêmios oferecidos pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Entre os curtas, Dora, de Murilo Abreu, foi eleito Melhor Curta-Metragem pelo Júri Oficial, e Micheli Santini, sua protagonista, recebeu o troféu de Melhor Atriz. O Júri Popular escolheu Hacker Leonilia como melhor curta.
VEJA A LISTA COMPLETA:
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL – TROFÉU CANDANGO
Curta-metragem
Melhor Curta-Metragem – Júri Oficial: Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro
Melhor Curta-Metragem – Júri Popular: Lagoa do Abandono, de Diego Maia
Melhor Direção: Catapreta, por Fundura
Melhor Roteiro: Nicolau, por Gastronomia do Olho
Melhor Atriz: Leviathan, por Futuro Decadance
Melhor Ator: Gerin Black, por Cana
Melhor Fotografia: Gabriel Lucena, por Gastronomia do Olho
Melhor Direção de Arte: Catapreta, por Fundura
Melhor Figurino: Leviathan, por Futuro Decadance
Melhor Trilha Sonora: Daniel Rone Guilherme Xavier, por Cana
Melhor Edição de Som: Daniel Nunes, por Fundura
Melhor Montagem: Leviathan (AL), por Futuro Decadance
Prêmio Abraccine – Melhor Longa-Metragem: Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco
Longa-metragem
Melhor Longa-Metragem – Júri Oficial: Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira (MG)
Melhor Longa-Metragem – Júri Popular: Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
Melhor Direção: Daniel Nolasco (GO), por Pequenas Tragédias
Melhor Roteiro: André Novais Oliveira (MG), por Se Eu Fosse Vivo… Vivia
Melhor Atriz: Martha Nowill, por Privadas de Suas Vidas (RS)
Melhor Ator: Guilherme Théo, por Pequenas Tragédias
Melhor Atriz Coadjuvante: Aivan, por Pequenas Tragédias, e Olivia Torres, por Privadas de Suas Vidas
Melhor Ator Coadjuvante: Lucas Leto, por Todo o Sentimento (BA)
Melhor Fotografia: Victor de Melo, por Sabes de Mim, Agora Esqueça (DF)
Melhor Direção de Arte: Juliana Lobo, por Privadas de Suas Vidas (SP)
Melhor Figurino: Diana Moreira, por Se Eu Fosse Vivo… Vivia (MG)
Melhor Trilha Sonora: Daniel Nolasco, por Pequenas Tragédias
Melhor Edição de Som: Lucas Coelho, por Sabes de Mim, Agora Esqueça (DF)
Melhor Montagem: Luciano Carneiro, por Pequenas Tragédias (GO)
Prêmio Abraccine – Melhor Curta-Metragem: Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro (SP)
MOSTRA BRASÍLIA – 29º TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Melhor Longa-Metragem – Júri Oficial: Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça
Melhor Curta-Metragem – Júri Oficial: Dora, de Murilo Abreu
Melhor Longa-Metragem- Júri Popular: Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça
Melhor Curta-Metragem – Júri Popular: Hacker Leonilia
Melhor Direção: Rafael Lobo, por Mapas
Melhor Roteiro: Talita Carvalho, por Madre
Melhor Atriz: Micheli Santini, por Dora
Melhor Ator: Lupe Leal, por Impostor
Melhor Fotografia: Petrônio Neto e Nicolau, por Ar-Dor
Melhor Direção de Arte: Lucas Gehre e Nadine Diel, por Mapas
Melhor Trilha Sonora: João Tomé, por Nem Todos Sabem
Melhor Edição de Som: Bernardo Paixão, por Ar-Dor
Melhor Montagem: Arthur Gonzaga, por A Arte Perdida da Lombada
MOSTRA CALEIDOSCÓPIO
Prêmio Fipresci – Melhor Filme pela Crítica Internacional: Os Fantasmas Gentis, de Caetano Gotardo
Prêmio Jean-Claude Bernardet (Júri Jovem UnB): Mulheres do Bando, de Thamires Vieira
PRÊMIOS ESPECIAIS
Prêmio Especial do Júri: Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
Troféu Saruê: Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
Menção Honrosa – Longa: Conceição Evaristo e Norberto Novais Oliveira, por Se Eu Fosse Vivo… Vivia
Menção Honrosa – Curta: Mariposa
Melhor Filme de Temática Afirmativa (Prêmio Codipir): Tiró e a Onça, de Wera Poty
Prêmio Zózimo Bulbul – Melhor Filme Longa-Metragem: Ana, En Passant, de Fernanda Salgado (MG)
Prêmio Zózimo Bulbul – Melhor Filme Curta-Metragem: Mariposa, de Alexandre Américo e Pedro Vitor (RN)
Prêmio Marco Antônio Guimarães (Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro): Fernando Coni Campos: Cada Um Vive Como Sonha
Prêmio Canal Brasil: Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier
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