Flávio Bolsonaro e Lula disputam apoio do agro em Santa Catarina

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Lula e Flávio Bolsonaro intensificam embate político em Santa Catarina (Foto: Instagram)

Florianópolis e Joinville – No último sábado (19/9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizaram eventos políticos simultaneamente em Santa Catarina. Enquanto Lula esteve em Florianópolis, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro visitou o interior do estado, passando por Joinville e Chapecó.

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Lula, ao lado de Gelson Merísio (PSB), candidato ao governo de Santa Catarina apoiado por ele, criticou o agronegócio, setor vital para a economia local. O petista afirmou que colocou Merísio na disputa para "desmascarar" o atual governador, Jorginho Mello (PL), que busca a reeleição.

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"Eu coloquei ele [Gelson Merísio] candidato a governador para desmascarar o seu Jorginho aqui e para discutir com o agronegócio", declarou Lula. O presidente sugeriu que Merísio conversasse com representantes do setor para entender por que o agronegócio não os apoia.

Lula insinuou que a rejeição de parte do agronegócio a ele não teria base política ou ideológica, mas estaria ligada ao fato de ele ser "nordestino ou pobre". Ele afirmou que nunca houve tantos recursos destinados ao setor quanto em seu governo, destacando os grandes investimentos de crédito para o agronegócio.

Na parte da tarde, em Chapecó (SC), Flávio Bolsonaro rebateu as críticas de Lula. O senador afirmou que o discurso do presidente representa uma ameaça ao Brasil e ao agronegócio. "Eu digo que as ideias velhas dele, esse governo velho dele, esse governo atrasado dele é um perigo", declarou Flávio.

Ao lado de Jorginho Mello, Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, Flávio questionou a sanidade mental de Lula, alegando que ele perdeu "a noção". Santa Catarina, atualmente, é um dos principais redutos do bolsonarismo, cenário diferente do encontrado por Lula em 2002, quando teve seu melhor desempenho no estado.

Lula tem intensificado a campanha na Região Sul para recuperar espaço entre os catarinenses. Ele chamou a eleição de uma "guerra" e incentivou a militância a dialogar com eleitores bolsonaristas, sem confrontos.

Nos eventos de Flávio, seus aliados pediram que apoiadores incentivem conhecidos a votar em outubro, temendo que alta abstenção, como em 2022, possa prejudicar o senador.

Com foco no eleitorado feminino, Lula destacou a segurança pública e prometeu endurecer a legislação contra a violência às mulheres. Flávio também tratou do tema, propondo monitoramento em tempo real para agressores.

Flávio ainda comparou os dados de feminicídio em Santa Catarina com os da Bahia, criticando o estado governado pelo PT. Em 2025, Santa Catarina registrou 52 crimes desse tipo, enquanto a Bahia teve 103 casos.

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) foi outro tema abordado por Flávio, que associou o problema ao governo de Lula. O senador defendeu a saída do ministro Alexandre de Moraes e culpou os ministros indicados por Lula pelo adiamento de investigações.

Lula, por sua vez, defendeu que o STF investigue todos os envolvidos no caso do Banco Master, afirmando que o Brasil merece saber a verdade.

O reajuste de 15% no valor do Bolsa Família foi criticado por Flávio, que classificou a medida como eleitoreira. O governo Lula anunciou o reajuste com base na inflação acumulada entre 2023 e 2026, destacando o combate a fraudes nos primeiros anos de mandato.

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