Justiça de Rondônia ordena cela separada para estudante de medicina que atropelou homem

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Carro invade portão de residência antes de atropelar e matar morador em Porto Velho (Foto: Instagram)

O Tribunal de Justiça de Rondônia decidiu transformar em preventiva a prisão de Vitória Caroline Marangoni Shneider, de 29 anos, após ela atropelar e matar Odair Brustolin, de 68 anos, dentro de sua residência em Porto Velho (RO), na quarta-feira (1º/7). O juiz responsável pelo caso determinou que a estudante de medicina cumpra a pena em uma cela separada e seja monitorada constantemente na prisão.

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Na decisão, o juiz Bruno Magalhães Ribeiro dos Santos ressaltou que o sistema prisional deve garantir "vigília permanente quanto à sua estabilidade clínica e atos de índole violenta ou autolesão". Também foi determinado que Vitória receba o tratamento e as medicações necessárias.

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A decisão foi tomada devido à condição clínica mental de Vitória. Segundo a defesa, ela possui laudo psiquiátrico que atesta bipolaridade, TDAH, ansiedade e depressão, e faz uso diário de cinco medicamentos.

A família de Odair Brustolin, representada pelo advogado Wilibrando Albuquerque, afirmou que recebeu a decisão com serenidade. "O juízo reconheceu a necessidade da custódia para garantir a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal, negando os pedidos de prisão domiciliar e de internação feitos pela defesa da acusada. A família confia no Poder Judiciário e buscará a responsabilização completa pela morte de seu ente querido", declarou a defesa em nota.

A defesa de Vitória foi contatada pela reportagem, mas até o momento da publicação, não houve resposta. O espaço permanece aberto para manifestações futuras.

Na tarde de quarta-feira (1°/7), Vitória Caroline Marangoni Schneider foi presa em flagrante após atropelar e matar Odair Brustolin dentro de sua casa. A estudante do 5º período de medicina em uma faculdade particular de Porto Velho invadiu a residência da vítima com o carro, rompendo o portão.

Testemunhas relataram à polícia que, antes do crime, Vitória colidiu o carro na entrada do condomínio, o que chamou a atenção dos vizinhos. Em um aparente surto, ela começou a gritar que mataria todos. Vitória voltou ao apartamento, onde começou a arremessar garrafas de vidro na casa da vítima. Depois, pegou o carro novamente e avançou contra o portão da residência de Odair.

Odair, de 68 anos, foi socorrido e internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas faleceu horas depois. Após o atropelamento, Vitória enviou mensagens de áudio em um grupo de WhatsApp afirmando que havia avisado que mataria aqueles que a chamaram de louca. Em 2025, ela já havia sido presa por tentar atropelar um grupo de pessoas, em um caso classificado como tentativa de homicídio.

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