Thiago Lacerda confirma separação e critica postura de Juliano Cazarré em entrevista

Publicado por


Thiago Lacerda reflete sobre término, teatro e novos negócios (Foto: Instagram)

Na segunda parte da entrevista ao programa Que Dia, conduzido por este colunista e publicada em vídeo no canal do Metrópoles na quinta-feira (17/09), Thiago Lacerda confirmou a separação após um relacionamento de 25 anos. Conhecido por ser reservado quanto à vida pessoal, o ator falou sobre o luto provocado pelo término, seus três filhos e o esforço para lidar com esse momento de maneira discreta, respeitosa e afetuosa.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

Lacerda também expressou críticas às opiniões públicas de Juliano Cazarré sobre masculinidade e violência contra a mulher. Ele se mostrou preocupado com a associação entre religião e esses temas, questionando a monetização da fé. “Não topo, não compro”, afirmou.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

A conversa também abordou a estreia de Lacerda no teatro, sua relação com Paulo Autran e Giuseppe Garibaldi, além de seus empreendimentos fora da atuação. O ator mencionou a cerveja que produz em Petrópolis e revelou que trabalha há 13 anos com a produção de proteína animal no bioma Pampa.

Coluna – A peça "O Círculo das Luzes", de Doc Comparato, marcou sua estreia profissional no teatro, sob a direção de Ulysses Cruz. Na peça, a própria criação teatral se transforma em tema. Para um ator, o que muda quando a dramaturgia não está apenas contando uma história, mas falando de quem escreve e de quem sobe ao palco para dar vida ao que foi escrito?

Thiago Lacerda – "O Círculo das Luzes" foi minha estreia no teatro. Já havia iniciado minha carreira, e, em algum momento, me apaixonei pelo meu ofício e decidi aprender de verdade, concluindo que o caminho do aprendizado — o caminho do ator — é pelo palco.

Encontrei Ulysses Cruz e Doc Comparato, que já tinham uma história. Perguntei ao Ulysses, que já tinha uma carreira excepcional no teatro paulistano, se ele topava me guiar nesse começo de carreira no palco. Disse que era faixa branca, que ele precisaria ter muita paciência, e, no final, tudo deu certo. Pedro Paulo Rangel estava no elenco. O PP também foi um colega incrível, tão especial para mim. E, na verdade, essa foi talvez uma experiência que me aproximou primeiramente dos clássicos. O PP fazia Molière e eu fazia Jean Racine, dois dramaturgos franceses famosos, um representando a comédia e o outro, a tragédia.

Essa ligação com o personagem me levou à obra de Racine, aos clássicos e tudo mais. E assim por diante. Mas a verdade é que, além de ser essa estreia, um momento tão significativo, havia essa possibilidade de me levar aos textos clássicos: os textos de Racine, de Molière, depois de Shakespeare, e assim foi. Então, é um momento especial, sim, muito especial da minha carreira.

Coluna – Em um espetáculo sobre a República em Laguna, você interpretou Giuseppe Garibaldi, um homem que realmente existiu. Até que ponto a dramaturgia deve fidelidade à História e a partir de que ponto precisa ter liberdade para inventar um personagem?

Thiago Lacerda – Acredito que existem obras artísticas com natureza documental. As pessoas podem tratar um personagem do ponto de vista documental. Quando vamos para um romance, quando fazemos uma leitura daquela biografia, sempre há um pouco de espaço para romantizações, criações e fantasias. Existe um limite, sim. O limite é, talvez, um curso histórico. Mas eu entendo as licenças artísticas, as licenças poéticas.

Garibaldi é um personagem muito importante para mim, porque, já em "Terra Nostra", me conectei com sua biografia. Recebi o convite para interpretá-lo em uma minissérie na TV Globo, três anos após sua biografia se tornar meu hobby. Então, quando fui fazer a minissérie, já tinha um apego e um envolvimento muito grande com a biografia de Garibaldi. Era, de fato, meu hobby. E mais tarde, em função desse trabalho para TV, fui convidado para fazer a encenação em Laguna que você mencionou.

Queria falar sobre a importância de uma encenação que conte essa história em território brasileiro, naquele lugar, Santa Catarina, Laguna, uma cidade tão especial, tão significativa, que muitos de nós não conhecemos. Essa história nos é mal contada há muito tempo. Poder ter essa representação, esse evento teatral que mantém essa memória, que ajuda a cidade a se manter conectada com sua própria história, é fantástico. Estive lá uma vez, foi ótimo poder fazer Garibaldi de novo.

Me sinto quase responsável pela manutenção de Garibaldi. As pessoas sempre me abordam pelo personagem, e eu sempre conto minhas histórias, a maneira como me conectei com sua biografia. Minha ligação com o personagem começa muito antes, e ela é muito bonita, muito profunda.

Coluna – Quero falar da cerveja Riad. Eu a experimentei há alguns anos no Festival Literário de Petrópolis e achei incrível. Você cultiva o próprio lúpulo no seu sítio em Petrópolis e acompanhou o processo até a produção da cerveja. Como nasceu esse projeto? E o que você descobriu sobre si mesmo ao passar também a trabalhar como agricultor e cervejeiro?

Thiago Lacerda – A verdade é que era uma ideia. A intenção nunca foi deixar minha profissão para virar agricultor, de forma alguma. A ideia era trazer uma cultura para dentro de casa, uma cultura que trouxesse a ideia de reunir amigos, a bebida, a cerveja, a boa cerveja. É uma ideia que agrega. A gente sempre converge entre amigos, entre família. São sempre momentos de celebração. Essa é uma ideia que sempre me interessou. É um pouco a ideia que passa pelo teatro: aquele espaço onde as pessoas migram para ter uma experiência humana coletiva.

Essa ideia de convergir e trocar, sempre me interessou muito. A bebida, a boa cerveja passa um pouco por isso, o teatro passa um pouco por isso. A contação de história, o fogo é um pouco isso. Tenho outros interesses, outros negócios. Já há 13 anos eu tenho negócios no setor primário. É um hobby de novo, uma ideia de infância, um projeto de menino. Eu sempre gostei do setor primário. Então, essa ideia também do fogo e de reunir as pessoas em torno da origem do alimento, desse momento de conexão com a qualidade e a origem daquilo que a gente tem na mesa. Não só a cerveja, mas a proteína, mas também a qualidade da troca humana, dos amigos, da família e tudo mais.

Coluna – Você pode falar um pouquinho também sobre esse projeto? Você se sente à vontade de falar?

Thiago Lacerda – Sempre tive a ideia de que eu precisava ter um plano B, uma outra atividade. E o setor primário sempre foi uma intenção. Sempre gostei de produção de proteína animal. Então, há 13 anos, eu estou na fronteira. Produzo proteína animal com alta qualidade, com responsabilidade, com cuidado. Provoco a maneira de fazer, procurando sempre fazer um pouquinho melhor do que a média das pessoas ao redor.

A gente tem muito sucesso, tem muito êxito. Agora, recentemente, estou formatando uma extensão desse negócio. A gente tá levantando um clube de carne, que vai reunir pessoas em torno dessa ideia da origem do alimento, de que é possível se responsabilizar um pouquinho mais a respeito da qualidade do alimento, da proteína.

A gente tem uma produção em área de preservação de bioma. Estou no território do bioma Pampa, que é um território adaptado ao ruminante há séculos, com um manejo que trabalha em concomitância com o bioma.

Coluna – Nós vivemos um Brasil profundamente polarizado, no qual direitos que pareciam consolidados voltaram a ser questionados. Como você vê as posições públicas de um colega como Juliano Cazarré?

Thiago Lacerda – Vejo com muita desconfiança, eu vejo com muita preocupação, eu acho um perigo algumas coisas que o colega traz. Acho realmente tudo muito delicado.

Em primeiro lugar, é importante dizer que a violência contra a mulher é algo concreto, é algo sério, é uma chaga profunda da nossa sociedade. Não dá para negar essa verdade, não dá para negligenciar, não dá para relativizar a violência contra as mulheres, a violência que as mulheres sofrem.

Vou te dizer que também é muito importante, apesar de ser um tema delicado e de ser difícil a colocação — se trata de um colega e tudo mais —, mas é muito importante a gente não se furtar à responsabilidade de se posicionar sobre isso. A gente precisa ter humildade e maturidade para tocar nesse tema, dizer o que se pensa e se posicionar sobre isso.

Me parece que tudo isso é muito estranho ali, e vou tentar trazer alguns pontos que me causam esse estranhamento. Em primeiro lugar, para mim é muito estranho alguém dizendo para outras pessoas como se é, como se deve ser, como se deve pensar e tudo mais. Acho muito estranha essa coisa de querer dizer para alguém como é ser homem. Cara, não me pega. Acho esquisito.

Outra coisa que acho muito estranha é a ideia de trazer religião para discutir o masculino. Muito estranho trazer o elemento religioso para discutir a questão da violência contra a mulher. É muito perigoso trazer dados; é preciso ter muita responsabilidade para trazer dados sobre o tema, sobre o risco desses dados serem deturpados e buscarem deturpar a realidade. Então, acho muito estranha essa escolha de trazer a religião para falar do masculino, até porque a gente conhece a trajetória do patriarcado e a gente conhece o papel das religiões nessa trajetória do patriarcado. Então, estranho, muito estranho.

E outro ponto que acho importante sobre esse tema é a ideia de monetizar isso tudo. Acredito muito que as pessoas têm todo o direito de escolher os seus caminhos, de escolher uma religião que mais lhe acolha, que mais faça sentido. Mas, se eu não me engano, uma das poucas vezes que esse personagem se revolta nas Escrituras Sagradas é contra os vendilhões do templo. Acho muito estranha essa ideia de trazer a religião para uma arena de monetização.

Essa coisa que beira autoajuda, que beira uma bandeira que serve ao amigo. Eu acredito que o amigo é honesto quando ele diz que acredita no que ele diz. Ele parece acreditar naquilo e me parece, acima de tudo, buscar o público que, como ele, acredita naquilo. Todo mundo tem direito de acreditar no que quiser acreditar. Todo mundo tem direito de apostar no business, no negócio que lhe aprouver. Mas, a mim, me parece muito estranha essa opção de monetizar com a fé alheia, com a religião, de trazer uma série de regras a respeito de balizadores do que seria, na opinião de alguém, ser homem ou a masculinidade.

Esse tema é muito estranho, acho tudo isso muito delicado e perigoso. Tangencia um lugar histórico, um lugar historicamente perigoso. Relativizar essa realidade que a gente conhece das mulheres que nos cercam, do tempo que a gente vive, é um desserviço imenso a esse momento.

Respeito as escolhas de cada um, respeito as apostas econômicas e de negócios de cada um, mas não topo, não compro, vejo com muita estranheza, com muita dificuldade, vejo com muita preocupação, a partir de aspectos e pontos de vista de valores religiosos, comportamentais, você trazer esse debate para discutir masculinidade e a violência contra a mulher.

De fato, a mim, inclusive com a novela, inclusive com o trabalho atual, com esse personagem, me interessa muito investigar o debate sobre esse novo masculino, esse masculino contemporâneo, melhor dizendo. Esse masculino que procure entender que lugar é esse de desconstrução, que participa desse debate muito mais como ouvinte do que alguém que diz ou que sugere caminhos como se detivesse a verdade. Não consigo entender o que leva alguém a ficar dizendo para os outros como se é. Não consigo entender qual a razoabilidade em trazer a religião para debates de masculino e feminino. Realmente não consigo aceitar.

Tenho uma grande dificuldade de aceitar a monetização da fé, a monetização de argumentos religiosos, assim como tenho muita dificuldade de aceitar quando pessoas religiosas ou pessoas que representam religiões buscam um espaço público, a fisiologia do Estado. Acho tudo muito complicado. Existe o espaço para tratar das questões religiosas, como existe o espaço da política, como existe o espaço da medicina, como existe o espaço das artes.

É muito delicada essa associação da religião com as coisas do Estado, com a fisiologia do Estado. Realmente não me agrada. É uma experiência humana que, ao longo da história, realmente, não me traz boas memórias. Acredito que esse debate sobre a violência contra a mulher é algo muito sério, algo muito concreto, que precisa ser tratado com muita responsabilidade e com muito cuidado.

É muito humilhante. É muito humilhante do ponto de vista cívico. A gente tá inserido numa sociedade que se comporta assim diante do feminino, que oprime assim o feminino, que mata assim as mulheres das nossas vidas. É muito humilhante do ponto de vista cívico e do ponto de vista da condição do masculino.

É muito humilhante do ponto de vista do homem que eu sou, da masculinidade que me habita. Me dou conta e me reconheço nessa sociedade tão violenta, tão agressiva, tão ignorante e com tanta dificuldade de ouvir, de participar de um jeito humilde desse debate. E eu me sinto muito humilhado com esse tema. Realmente é um tema muito difícil, mas urgente, e a gente precisa ter coragem de se posicionar. Não dá para se furtar ao debate. É muito, muito importante a gente estar junto nesse movimento. É tudo muito sério, e a gente não precisa, não pode se eximir.

Coluna – O fim de uma relação também pode ser vivido como uma espécie de luto. Se você se sentir à vontade para falar sobre isso, como tem atravessado esse período e encontrado uma forma de se reconstruir?

Thiago Lacerda- Sim. Estamos separados. É um momento muito íntimo. Tenho um traço da minha personalidade, essa característica de ser um pouco mais reservado. Entendo isso como algo que faz parte da maneira como eu enxergo as coisas, a vida, a minha relação com a minha profissão, que acaba me expondo. Sempre entendi que a minha intimidade pertence a mim, às pessoas que estão à minha volta e tudo mais.

Mas é importante dizer, de forma objetiva, de forma honesta: sim, estamos separados. Um relacionamento de 25 anos que trouxe três filhos incríveis, a mãe dos meus filhos, uma mulher maravilhosa, importantíssima na minha vida e que, nesse momento, a gente encara a nossa jornada de uma outra forma, a gente tátentando ressignificar tudo isso. E a separação é algo concreto.

A gente pretende conduzir tudo isso da melhor maneira possível para todos nós, da maneira mais discreta, mais respeitosa possível, pelo afeto, pela amizade, pelo companheirismo, pelas crianças.

Então, é importante vivenciar esses momentos de transformação. Como você falou, é uma espécie de luto, sim. E todo momento de luto precisa ser cumprido, precisa ser vivido, precisa ser apreendido. Agora, fica a certeza de que, para além do luto, há uma jornada linda, generosa, me esperando, e vai ser sempre em família, vai ser sempre perto das pessoas que eu amo.

Coluna – Você foi nadador, ganhou mais de cem medalhas e começou a estudar interpretação para vencer a timidez. Naquele momento, pensava em trabalhar como gerente de banco. Até que fez uma cena e descobriu que queria ser ator. O que aquele menino tímido encontrou diante de uma câmera que não havia encontrado nem mesmo dentro de uma piscina?

Thiago Lacerda – Encontrei em cena uma paixão que eu nunca tinha experimentado na minha vida inteira. Eu, de fato, me apaixonei pelo meu ofício. Me dei conta de que vivia num caminho que não me pertencia e percebi a vida me convocando para um caminho que era meu. Esse momento é único. Na piscina eu tive outras experiências. Na piscina eu tive, na verdade, uma experiência de preparação para tudo que viria a partir dessa paixão em cena. Tenho muita certeza de que o ator que eu virei, especialmente no início da minha carreira, foi muito protegido pela piscina, por tudo que eu aprendi dentro d’água como esporte. A disciplina, a determinação, a dedicação, saber aceitar as vitórias e as derrotas. Lidar com isso. A tensão e a responsabilidade que é você chegar para uma final de campeonato, uma final de prova. A maneira como o seu corpo e a química do seu corpo reagem sob pressão, uma pressão parecida que eu fui experimentar depois em cena.

A adrenalina que é contracenar com os grandes colegas com quem eu contracenei. Então, a maneira de lidar com todas as provas da minha vida adulta, eu forjei dentro d’água. Nadando mesmo, mesmo. São momentos diferentes, experiências diferentes, massou muito grato à piscina, muito grato ao esporte. Tem muito do cara que sou que eu devo à minha experiência dentro d’água.

Coluna – Antes de Matteo, você fez o Aramel de Hilda Furacão e contracenou, ainda muito jovem, com Paulo Autran. Você costuma lembrar uma lição que recebeu dele: não existe grande ator sem generosidade. O que significa ser generoso em cena?

Thiago Lacerda – Essa é uma das maiores qualidades que existem. A generosidade é tão importante. E, se você imaginar, no meu caso, um menino chegando, vindo de uma outra realidade, tive a chance de estar com grandes atores, e o Paulo foi um deles. No meu primeiro trabalho significativo, na minissérie lá da Globo, Hilda Furacão, eu me lembro de estar no meu primeiro dia de estúdio com ele no camarim. Cheguei para gravar, a minha cena nem era com o Paulo, era uma cena com o Rodrigo Santoro, eu acho. Mas eu cheguei para gravar, e o Paulo estava no camarim, e eu me vi sozinho com ele ali dentro, uma hora, e fui trocar de roupa, me preparar para entrar em cena, para fazer a minha cena, e ele estava sentadinho no sofá esperando a cena dele e tal. Em algum momento, ficamos sozinhos ali.

Então, eu estava mudando a minha camisa na frente do espelho. Quando eu ouço o Paulo perguntar assim: “Então, Thiago, o que que você acha do seu personagem?” Eu achei que ele fez aquela pergunta, como uma provocação, como uma brincadeira comigo, quase limítrofe, mas, na verdade, o que ele me deu de oportunidade foi a chance de ser honesto com ele e de vivenciar um negócio lindo.

Porque eu comecei a dizer o que que eu achava. Eu tentei dizer. Primeiro, eu não consegui nunca mais abotoar os botões da camisa. No meio daquela confusão, eu disse: “Puxa vida, que resposta eu dou? Isso depende da minha carreira.” Eu falei: “Paulo, euacho que…” Aí eu falei: “Paulo, eu não tenho a menor ideia do que eu acho do meu personagem.” E aí ele riu, perguntou se eu ia gravar, disse que sim e perguntou se eu tinha decorado a cena. Eu disse que sim. Ele pegou o texto e falou: “Senta aqui do meu lado.” Me sentei do lado dele, e ele começou a passar a cena comigo. Quando eu terminava a cena, ele dizia: “Muito bem, agora vamos fazer de novo.” Aí ele fazia de novo e fazia diferente. Aí ele dizia de novo, de novo. Aí ele fez umas quatro, cinco vezes a cena comigo, e cada vez que ele fazia, ele fazia de um jeito diferente. E aí, quando terminou, ele virou para mim e falou assim: “Pronto, agora você escolhe.”

Essa foi a grande aula que eu tive naquele momento da minha vida. Assim, era uma maneira de dizer: “Olha, é isso que a gente faz. A gente faz escolhas, você pode inventar muitas maneiras de fazer isso, e, no final das contas, é só sobre escolher uma.” E foi lindo, foi um momento bonito que me ensinou um pouco sobre a importância de ser generoso, a importância de olhar para o lado e reconhecer um jovem talento que está ali tentando, levando a sério, querendo acertar, começando curioso, e acolher, apontar um caminho e trocar uma experiência. Isso pode mudar a vida de muita gente.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *