Sobreviventes de queda de helicóptero em SP têm ligação com PCC, diz polícia

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Destroços do helicóptero Águia A-109 da PM em Iaras (SP) (Foto: Instagram)

Os três sobreviventes do acidente de helicóptero em Iaras, interior de São Paulo, resgatados na manhã deste domingo (20/9), são suspeitos de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Após o acidente, eles entraram em contato com a Polícia Militar (PM) para solicitar ajuda. A informação foi confirmada ao Metrópoles por fontes policiais.

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Um dos homens encontrados na aeronave forneceu uma identidade falsa aos policiais que o resgataram em uma área de difícil acesso. Após verificações no Muralha Paulista, a PM descobriu que ele já tinha antecedentes por tráfico de drogas e cárcere privado, além de ser associado a outro homem ligado ao PCC no Guarujá, litoral paulista. Um exame datiloscópico deverá confirmar sua verdadeira identidade.

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Outro sobrevivente, o piloto José Tadeu dos Santos, seria ex-militar da Aeronáutica e já cumpriu cerca de 15 anos de prisão por transportar drogas do Paraguai para o Brasil, além de aparentemente não possuir licença de piloto pela ANAC.

Tadeu já foi preso em 2012 com 200 kg de cocaína em uma aeronave. Na ocasião, um dos detidos era Felipe Ramos, conhecido como Felipó, que anos depois estaria envolvido na emboscada que resultou na morte de duas lideranças do PCC: Gegê do Mangue e Paca.

A PM ainda está verificando a autenticidade de todas essas informações antes de considerá-las definitivas.

No vídeo, é possível ver equipes de resgate usando um helicóptero Águia da PM para socorrer uma das vítimas. Os três resgatados foram levados para atendimento em Avaré, cidade próxima.

A corporação foi acionada por uma das pessoas a bordo no momento da queda, que conseguiu informar a equipe sobre o ocorrido. Participaram do resgate policiais militares do policiamento territorial, Força Tática do 53º BPM/I, Aviação da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros da PM.

O local do acidente foi isolado para investigação pelo Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa).

MORTE DE GEGÊ DO MANGUE E PACA
Antigos homens de confiança de Marcola, líder do PCC, Paca e Gegê eram da Sintonia Geral Final, a mais alta cúpula da facção. Eles passavam férias no Ceará e seriam levados de helicóptero para a Bolívia, onde se esconderiam. A aeronave usada na missão pertencia a Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro. Minutos após decolar, o helicóptero pousou em uma clareira dentro de uma reserva indígena em Aquiraz, na Grande Fortaleza. Lá, Gegê e Paca foram mortos a tiros.

A execução ocorreu em 15 de fevereiro de 2018. Gegê e Paca teriam desviado recursos da facção quando foram mortos. Segundo o Ministério Público de São Paulo, o assassinato teria sido autorizado por Marcola. A justificativa para a morte não foi suficiente, e líderes do PCC exigiam vingança. Cabelo Duro foi morto a tiros de fuzil uma semana depois, em frente a um hotel no Jardim Anália Franco, zona leste de São Paulo.

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