Iphones são alvo de quase metade dos roubos de celulares em São Paulo

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iPhones são alvo de 47,2% dos roubos e furtos de celulares em São Paulo (Foto: Instagram)

Os iPhones foram alvo de quase metade (47,2%) dos roubos e furtos de celulares na cidade de São Paulo entre janeiro e julho deste ano. Os aparelhos da Apple estiveram envolvidos em pouco mais de 40 mil crimes cometidos por ladrões na capital paulista nos sete primeiros meses de 2026.

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Os novos iPhones chegaram ao Brasil na última semana, com preços a partir de R$ 11.999. Em outubro, será lançado o modelo dobrável da Apple, com versões que podem ultrapassar R$ 30 mil. Para muitos, isso representa status e desempenho, mas para o mundo do crime, é visto como uma oportunidade de lucro certo.

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Como esperado, os bairros mais ricos da cidade estão entre os que apresentam maior percentual de roubos e furtos de iPhones em relação ao total de celulares levados. No 14º Distrito Policial (Pinheiros), por exemplo, sete em cada três desses crimes envolveram o aparelho da Apple.

A Rua Augusta foi a via com maior número de ocorrências de roubos e furtos envolvendo iPhones, com 498 casos em sete meses.

De acordo com registros da Polícia Civil, o sábado de Carnaval (14/2) foi o dia com mais roubos e furtos de iPhones em São Paulo, totalizando 483 casos, o que equivale a um a cada três minutos.

APELO E SEGURANÇA
A proporção de iPhones entre os celulares roubados ou furtados em São Paulo (47%) é muito superior ao percentual de iPhones em uso no Brasil, segundo o site Statcounter Global Stats.

Além do valor dos aparelhos, Rafael Alcadipani, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especialista em segurança pública, afirma que o mercado negro tem grande interesse pelo iPhone. “É o celular mais desejado pela população”, comenta.

Alcadipani observa que a Apple adota algumas medidas de segurança em seus celulares, mas ainda são insuficientes. “Como é um problema global, não apenas do Brasil, seria importante que houvesse mais medidas de segurança, mecanismos mais desenvolvidos nos aparelhos para evitar que fossem tão facilmente obtidos pelo crime”, explica.

Sobre a atuação das forças de segurança, o professor da FGV menciona a falta de efetivo nas polícias para lidar com esse tipo de crime de forma mais inteligente. No entanto, destaca que, na semana retrasada, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Secretaria da Segurança Pública (SSP) realizaram uma operação considerada por ele como muito eficaz, apreendendo toneladas de aparelhos. “Se continuarem com operações desse tipo, podemos ver alguma melhora em São Paulo”, afirma.

O QUE DIZ A SSP
A Secretaria da Segurança Pública informa que as polícias Civil e Militar atuam com os mesmos critérios em todo o Estado, sem distinção em razão do perfil do bairro, das vítimas ou dos estabelecimentos. “O modelo ou a marca do celular também não é parâmetro para o trabalho policial”, afirma.

A SSP diz que o policiamento na capital é constantemente reorientado a partir da análise dos indicadores criminais e do cruzamento de informações dos sistemas policiais e de inteligência. “A SSP reforça a importância do registro do boletim de ocorrência, inclusive pela Delegacia Eletrônica”, afirma.

A secretaria também informa que, na última semana, as polícias Civil e Militar participaram da Operação Frankmobile, considerada a maior operação contra roubo de celulares já realizada em São Paulo. “Foram cumpridos 84 mandados de busca e apreensão, sete mandados de prisão e realizadas oito prisões em flagrante. Celulares foram apreendidos no Cambuci e no Shopping Mundo Oriente, além de R$ 122,5 mil em dinheiro, cartões bancários, relógios, notebooks, tablets e pendrives. Na capital, os roubos e furtos de celulares caíram 15,41% e 3,8%, respectivamente, nos oito primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025. A redução representa cerca de 8 mil ocorrências a menos, envolvendo aparelhos de diferentes marcas”, diz, em nota.

Procurada, a Apple não se manifestou até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto.

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