
Júlio César de Almeida em imagem de identificação policial (Foto: Instagram)
O delegado aposentado da Polícia Federal, Júlio César de Almeida, teve sua aposentadoria de R$ 23,4 mil revogada por ordem do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. Em janeiro de 2024, ele foi detido após passar três anos como fugitivo, acusado de liderar um esquema de contrabando de ouro para fora do país.
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A decisão de cassação foi baseada em infrações disciplinares cometidas por Almeida durante seu tempo no cargo. No entanto, a punição está suspensa devido a duas condenações disciplinares anteriores que ainda estão em vigor.
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Conforme relatado pelo Metrópoles em fevereiro de 2024, mesmo enquanto estava foragido, ele continuou a receber seu salário ao longo dos três anos, conforme dados do Portal da Transparência.
Almeida assumiu o cargo em março de 2004 e se aposentou por incapacidade permanente para o serviço, como delegado de 2ª classe, em novembro de 2021.
A investigação revelou que Almeida se aposentou três meses após ter sua prisão decretada pela Operação Ruta 79, da PF.
A operação investigava um esquema de contrabando, liderado por Almeida, que teria retirado ilegalmente do país uma tonelada de ouro entre 2017 e 2019.
De acordo com as investigações, o ouro era extraído da Amazônia e vendido para joalherias na Itália. A PF afirma que o próprio delegado aposentado transportava o metal de carro do Rio de Janeiro até o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
Almeida não foi encontrado pela PF durante a Operação Ruta 79 e era considerado fugitivo desde então.
Júlio César de Almeida foi capturado apenas em 31 de janeiro de 2024, em sua residência em Angra dos Reis.
Antes de ser investigado pelo esquema de contrabando, o delegado já havia sido condenado a seis anos de prisão, em 2015, pelo roubo de um carro da companhia aérea SATA, em 2008, no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Ele teria utilizado o veículo para escapar de outra operação da PF.







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