
Viaturas da PMDF isolam a área junto ao Lago Paranoá após o treinamento que resultou na morte de um soldado. (Foto: Instagram)
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) emitiu uma nota de pesar pela morte do policial militar Lucas Duran da Silva, de 28 anos, ocorrida na manhã desta segunda-feira (21/9). O soldado faleceu durante um exercício aquático nas proximidades da Ponte JK, no Lago Paranoá, em Brasília.
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A nota destaca que Lucas era um exemplo de espírito esportivo, disciplina e um atleta excepcional, além de ser muito querido por seus colegas. A íntegra do comunicado pode ser conferida abaixo.
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“A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informa que, nesta manhã de segunda-feira, um de seus policiais faleceu durante um treinamento aquático nas proximidades da Ponte JK, em Brasília.
Dois policiais militares participavam da atividade, ambos com o Curso de Operações Lacustres e certificados para mergulhos de até 40 metros de profundidade. Durante o treinamento, um dos militares sofreu um mal súbito enquanto submerso. O colega que o acompanhava realizou o resgate imediato, retirando-o da água e iniciando os procedimentos de reanimação cardiopulmonar (RCP).
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado para prestar atendimento com suporte avançado. Apesar de todos os esforços e dos procedimentos realizados, o policial não resistiu.
Os treinamentos específicos são parte da rotina operacional das companhias do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), respeitando as atribuições e especialidades, visando manter o preparo técnico e operacional dos policiais.
A PMDF lamenta profundamente o ocorrido e expressa suas condolências aos familiares, amigos e companheiros de farda neste momento de dor”.
MERGULHO EM APNEIA
O soldado Lucas Duran estava realizando um treinamento de mergulho em apneia, acompanhado por outro soldado da PM que utilizava cilindros de ar. Ambos desceram juntos, com o soldado o acompanhando visualmente. Durante o exercício, a vítima utilizou o cilindro auxiliar do colega para respirar e, em seguida, começou a retornar à superfície.
Pouco depois, o companheiro de mergulho também voltou à superfície. Ao chegar à margem, ele foi questionado por um fotógrafo, que estava presente para registrar o treinamento, sobre a localização de Lucas. Sem obter resposta, ambos iniciaram uma busca ao longo da margem.
Sem sucesso na busca terrestre, o PM retornou à água para iniciar buscas submersas no local da descida original. Durante a varredura, o mergulhador encontrou Lucas já desacordado. Ele então trouxe a vítima à superfície, com a ajuda de duas pessoas que estavam no local, e a colocaram sobre um deck próximo.
O colega mergulhador iniciou os protocolos de Reanimação Cardiopulmonar (RCP), enquanto o fotógrafo e os populares acionavam o Corpo de Bombeiros. A vítima permaneceu submersa por cerca de 3 minutos. Os bombeiros chegaram por volta das 11h40.
Ao chegarem, os bombeiros assumiram o socorro, mas constataram o óbito ainda no local após 50 minutos de intensas manobras de RCP, nas quais 10 socorristas se revezaram na tentativa de salvar o soldado.







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