Christian Brückner, apontado como principal suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann, afirmou que estava a cerca de 150 metros do apartamento onde a família britânica estava hospedada, em Praia da Luz, Portugal, na noite em que a menina desapareceu, em 2007. Em entrevista ao The Mail on Sunday, publicada neste domingo (20), o alemão também contou que foi abordado três vezes pela polícia enquanto agentes realizavam buscas pela criança.
Segundo Brückner, ele estava na região do Algarve para vender drogas. “Eu estava na praia, não muito longe do hotel da Maddie, vendendo drogas. Eu estava na Espanha e contrabandeei a maconha para Portugal. Eu cheguei a ser parado pela polícia três vezes na rua enquanto eles procuravam por Maddie”, declarou.
O suspeito afirmou ainda que os policiais não fizeram uma revista no veículo e permitiram que ele continuasse o trajeto. “Por sorte, eles não encontraram as drogas. Minha van estava cheia delas”, afirmou.
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Brückner também descreveu o cenário que encontrou enquanto tentava deixar a região. “Eu estava tentando fugir às pressas. Havia luzes piscando e postos de controle por toda parte. Eu só pensava: ‘Me tirem daqui’”, contou.
Ele explicou que não havia revelado anteriormente que estava naquela região naquela noite porque, segundo ele, a polícia “quer incriminá-lo” pelo desaparecimento de Madeleine. Apesar de ser considerado o principal suspeito, Brückner nunca foi formalmente acusado pelo desaparecimento da menina.
Uma fonte próxima aos pais de Madeleine, Gerry e Kate McCann, comentou as declarações do alemão. “Se o que ele [Brückner] diz for verdade, isso naturalmente levanta a questão de como as coisas poderiam ter sido se a polícia portuguesa não tivesse deixado Christian escapar”, relatou.
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Brückner passou a ser apontado como principal suspeito do caso em 2020. Na época, os promotores disseram possuir “evidências concretas” contra ele, mas que elas não eram suficientes para uma condenação. O alemão deixou a prisão no ano passado e permanece sob monitoramento permanente da polícia alemã.
O histórico criminal de Brückner inclui condenações por crimes sexuais, roubo, tráfico de drogas, agressão e abuso sexual infantil. Ele também é investigado por um suposto ataque sexual contra uma menina de nove anos, ocorrido em 2015.
Em 2005, Brückner foi preso pelo estupro de uma mulher de 72 anos em Portugal. Ele acabou sendo solto depois que autoridades alemãs afirmaram que “não têm mais justificativa legal para mantê-lo preso”. O crime ocorreu em Praia da Luz, mesma região onde Madeleine desapareceu.
Em julho deste ano, o alemão também se envolveu em uma ocorrência com policiais na saída de um supermercado em Kiel, no norte da Alemanha. Segundo a revista Der Spiegel, o episódio aconteceu em 6 de junho, quando Brückner teria se recusado a entregar o celular depois que agentes perceberam que ele os fotografava.
Madeleine McCann desapareceu em 3 de maio de 2007, aos três anos, enquanto estava de férias com a família no resort Ocean Club, em Praia da Luz. Quase duas décadas depois, o desaparecimento continua sem solução.















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