
Incendiamoeba cascadensis observada em microscópio: a nova ameba capaz de replicar a 63 °C. (Foto: Instagram)
Durante a coleta de amostras em um lago nos Estados Unidos, cientistas apoiados pela Nasa identificaram uma nova espécie de ameba capaz de prosperar em temperaturas de até 63 °C, um novo recorde para a sobrevivência de formas de vida complexas na Terra. O recorde anterior para replicação de células complexas em altas temperaturas era ligeiramente superior a 60 °C.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Nomeada de Incendiamoeba cascadensis, ou ameba-de-fogo das Cascatas, o organismo eucarioto foi descoberto durante uma pesquisa no Parque Nacional Vulcânico Lassen, na Califórnia. Os achados foram divulgados na revista Cell na terça-feira (22/9).
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
Além de estabelecer um novo recorde, a ameba-de-fogo sobreviveu a períodos curtos em temperaturas de até 70 °C. "Fiquei muito surpresa. Tivemos que verificar novamente se nossas incubadoras estavam calibradas corretamente. Foi realmente incrível", disse Beryl Rappaport, primeira autora do estudo, em entrevista ao portal Live Science.
Estudos anteriores já haviam sugerido que amebas poderiam se desenvolver em fontes geotérmicas quentes, mas ainda faltava uma comprovação laboratorial. Os pesquisadores foram ao Parque Nacional Vulcânico Lassen para coletar amostras e investigá-las detalhadamente.
Entre as amostras coletadas, a ameba-de-fogo se destacou. Além de identificar a nova espécie, os cientistas descobriram suas características únicas. O organismo prospera em temperaturas de 55 ºC a 57 ºC e para de crescer abaixo de 42 ºC, mostrando sua preferência por altas temperaturas.
Durante os testes, foi constatado que a ameba-de-fogo se dividia e replicava em temperaturas de até 63 ºC. A 70 ºC, entrava em estado dormente e se recuperava após cinco minutos. A 80 ºC, o organismo não sobrevivia.
Para os pesquisadores, essa habilidade provavelmente resulta de uma adaptação genética ao estresse térmico em seres eucariotos. O próximo passo dos cientistas é encontrar e estudar parentes próximos da nova espécie, para entender melhor sua evolução e tolerância ao calor.







Leave a Reply