
Sede atual da Funai no Edifício Parque Cidade Corporate, em Brasília. (Foto: Instagram)
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) anunciou a intenção de deixar sua sede alugada em Brasília, transferindo suas operações administrativas para um prédio próprio localizado no Setor de Autarquias Sul.
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Essa decisão vem após a Controladoria-Geral da União (CGU) destacar que a atual sede da Funai possui o segundo maior custo de aluguel por metro quadrado entre nove órgãos federais avaliados. Em 2024, a Funai pagou R$ 109,56 por m² mensalmente, valor 67% acima da média identificada.
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A Funai está situada no Edifício Parque Cidade Corporate, no Setor Comercial Sul. O custo anual, incluindo aluguel e condomínio, chega a R$ 15,57 milhões, com o contrato de locação vigente até setembro de 2027. Um relatório da CGU, concluído em agosto, recomendou que a fundação compare o imóvel com outras opções antes de renovar o contrato.
Os auditores também sugeriram a análise de imóveis da União e a possibilidade de compartilhar espaços com outros órgãos. Segundo a Funai, o novo prédio, cedido pelo governo federal, está passando por reformas e adequações técnicas. Contudo, ainda não há data definida para a mudança.
Em comunicado, a Funai afirmou que está tomando medidas para reduzir os custos de aluguel e prioriza a finalização da nova sede. "A Fundação reafirma o compromisso com a gestão eficiente dos recursos públicos, priorizando a conclusão da nova sede sem comprometer as condições de trabalho e o atendimento aos povos indígenas", declarou a nota.
Os dados estão em um relatório da CGU, finalizado no início de agosto. Segundo os auditores, a Funai pagou R$ 109,56 por m² mensalmente em 2024, ficando atrás apenas da Infra S.A., que pagou R$ 110,86, e 67% acima da média de R$ 65,61.
A sede da Funai ocupa uma área total de 11 mil m² no Edifício Parque Cidade Corporate, no centro de Brasília. Os custos anuais, incluindo aluguel de cerca de R$ 1 milhão por mês e condomínio, somam R$ 15,57 milhões. Apenas com o aluguel, a fundação gastou R$ 14,5 milhões em 2024.
O relatório da CGU, concluído em 4 de agosto, também analisou contratos de outros órgãos, como o Ministério da Pesca e Aquicultura, ANTAQ, ANM, ANS, ANAC, Cade e Anvisa.
Os auditores compararam diretamente a Funai com a ANAC, que ocupa andares no mesmo edifício. Enquanto a Funai pagou R$ 109,56 por m², a ANAC pagou R$ 92,96, sendo 17,9% menor. A escolha de imóveis de alto padrão deve ser justificada no planejamento de novas contratações, segundo princípios de eficiência e economicidade da Administração Pública Federal.







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