320 alunos do Itapoã visitam a mostra Constelações Contemporâneas

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Alunos do CEF Dra. Zilda Arns em visita à exposição “Constelações Contemporâneas” no Teatro Nacional (Foto: Instagram)

Cerca de 320 estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Dra. Zilda Arns, localizado no Itapoã, participaram na última quinta-feira (2/7) de uma visita à exposição Constelações Contemporâneas. Os alunos do ensino fundamental, divididos entre os turnos da manhã e da tarde, tiveram a oportunidade de viver uma experiência cultural significativa fora do ambiente escolar tradicional.

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O principal objetivo da atividade foi aproximar os jovens da produção artística local e demonstrar que a arte é um espaço acessível a todos.

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A ação reuniu cerca de 320 alunos do CEF Dra. Zilda Arns, divididos entre os turnos matutino e vespertino. O projeto visa facilitar o contato de crianças e adolescentes de uma região carente, como o Itapoã, com a produção artística central de Brasília. O objetivo central é expandir o aprendizado tradicional por meio da apreciação de pinturas e esculturas, rompendo a rotina escolar e estimulando novas formas de pensamento.

A importância da atividade vai além do conteúdo programático tradicional das escolas públicas. Para os educadores que acompanharam a visita, ver os alunos ocupando esses espaços centrais é uma extensão essencial do papel da escola. Tainara Abe, professora de geografia, destaca o impacto de conhecer o que está além da periferia.

“A educação vai para além dos livros, vai para além da sala de aula. Eles podem ter acesso a outros espaços, não somente a periferia, que é o lugar onde eles vivem”, afirma a professora.

Tainara também ressalta o orgulho dos alunos ao verem um de seus professores tendo as obras expostas no teatro. Ela explica que isso é uma força motivadora para que os alunos se identifiquem e se vejam nesses espaços, podendo sonhar, ver que existem outros caminhos e se inspirar com essas histórias.

O professor de arte Edson Coluti reforça que a vivência ajuda a desmistificar quem pode consumir cultura. “É interessante para que eles também entendam todo esse processo de que a obra de arte é algo acessível, não só para as grandes classes, mas também para outras classes um pouquinho inferiores em termos financeiros”.

Para os jovens que participaram, o contato com as obras despertou reflexões profundas e reacendeu sonhos pessoais. O estudante Emanuel da Silva, de 12 anos, expressou seu encantamento e o desejo de também deixar sua marca no mundo da arte.

“Isso sempre foi uma luz no meu coração que veio brotando quando eu fui crescendo. Eu fui aprimorando mais e mais e eu nunca larguei de querer ser artista. Ainda quero ser”, celebrou Emanuel, que destacou o respeito que sente por cada estilo e mensagem transmitida nas telas.

Já para Kiany Marceli Felix, aluna do 9º ano, a visita serviu como combustível para sua paixão pela escrita. Autora de um livro e já iniciando uma nova história, ela observou que a arte está em tudo, inclusive na forma como os professores ensinam.

“A arte no geral já é cativante para mim. Os passeios da escola são importantes para a gente entender a cultura e entender que não é só o que a gente vive que importa.”

Durante o turno vespertino, mais turmas do colégio foram conhecer a mostra. Os estudantes do ensino fundamental passearam entre as galerias acompanhados por professores, monitores e mediadores do Teatro Nacional.

Ao Metrópoles, a professora Solange Silva destaca que esse tipo de passeio é essencial para expandir o horizonte dos alunos.

“É muito importante eles verem que existe algo além da realidade em que vivem e do que costumam vivenciar. Isso representa um grande crescimento cultural e uma experiência pessoal única, já que não é a rotina deles frequentar teatros ou exposições”, afirma.

A visão da estudante Maria Estela, do 7°, confirma justamente esse cenário. “Eu estou achando tudo muito interessante! A gente saiu daquela ‘caixa’ que é o Itapuã, onde não tem muita coisa, e veio para cá achando tudo lindo e cheio de arte maravilhosa”, comenta.

Embora a matéria preferida seja matemática, Maria declara o quão encantada fica ao ter contato com o mundo artístico. “Acho a arte linda demais. Mexe muito com a gente, é perfeito! Recomendo muito a visita, é maravilhoso”, reforça.

Para Cassandra Vargas, outra docente da instituição, as obras têm exatamente esse poder de reverberar no aprendizado e na imaginação dos estudantes.

“A gente aprende muito a ver a imagem da palavra e a deixar a imaginação fluir a partir dela, né? Então eu acredito que os meios artísticos e a exposição dos meninos às artes trazem sensibilidade para eles, tanto por meio das palavras quanto de forma visual. Está sendo muito legal porque eles podem ver os artistas produzindo obras aqui, o que desperta a curiosidade deles para realizar algum tipo de criação visual. Tenho muitos meninos que desenham muito bem e outros que têm uma expressão verbal muito forte”, conclui.

A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional Claudio Santoro com mais de 200 obras do escultor Sergio Camargo. A mostra permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 a 13 de março de 2026.

O sucesso do projeto consolidou o espaço como um importante centro de difusão cultural e abriu caminho para novas exposições que valorizam a produção artística nacional e local.

A nova edição reafirma o compromisso do Metrópoles em fomentar a cultura local e ampliar o acesso do público a iniciativas culturais em espaços emblemáticos da cidade. O projeto reforça a relevância da arte contemporânea na construção da identidade cultural da capital e no reconhecimento de Brasília como um importante polo criativo do país.

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