
Erika Kokay defende fim de indicações de parentes como suplentes no Senado (Foto: Instagram)
Durante o debate promovido pela JETSS nesta quinta-feira (24/9), a candidata ao Senado pelo Distrito Federal, Erika Kokay (PT), defendeu o fim da prática de candidatos indicarem parentes como suplentes no Senado.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Erika destacou que nos últimos oito anos, mais da metade dos mandatos de senador foram assumidos por suplentes. Ela questionou Sebastião Coelho (Novo) sobre a possibilidade de parentes serem suplentes e afirmou que essa prática deve ser proibida.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
A candidata argumentou que essa prática mistura interesses familiares com o uso de recursos públicos. “Inclusive, apresentei projeto para proibir essa prática. Precisamos ter transparência. Orçamento público não pode resolver problema de orçamento doméstico”, enfatizou.
A proposta mencionada por Erika foi apresentada recentemente e visa impedir que parentes de candidatos ocupem vagas de suplência na mesma chapa para o Senado. No Distrito Federal, as candidaturas de Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) contam, respectivamente, com o irmão Diego Torres e o filho Samuel Kicis como suplentes.
No debate, Erika também defendeu o fim da escala 6×1 e a ampliação do período de descanso dos trabalhadores. Ela acredita que a redução da jornada pode aumentar a produtividade e melhorar a convivência familiar. “As pessoas produzem melhor quando estão felizes, e felicidade gera produtividade. Tenho a convicção de que o Brasil dará uma resposta para derrubar a escala 6×1”, afirmou.
A candidata defendeu ainda que os trabalhadores tenham dois dias de descanso por semana, o que poderia reduzir acidentes e afastamentos por jornadas exaustivas. “Ter mais dois dias de descanso é fundamental para desenvolver os laços familiares e evitar acidentes de trabalho e licenças por transtornos”, disse.
Ao questionar Guto Felício (PSDB), Erika perguntou sobre a igualdade salarial entre homens e mulheres e a responsabilização de plataformas digitais por conteúdos contra mulheres. Citando Bia Kicis, ela questionou por que a deputada votou contra a igualdade salarial e contra o combate a conteúdos prejudiciais às mulheres.
Sobre o Banco de Brasília (BRB), Erika criticou a situação da instituição e defendeu a recuperação de recursos desviados. “O que foi feito contra o BRB e Brasília é um crime. Quem cometeu esses crimes deve devolver o que roubou. O BRB foi saqueado”, declarou.
Erika também criticou a governadora Celina Leão (PP), afirmando que ela não tem credibilidade para resolver a crise do banco. “A governadora não tem credibilidade para buscar solução, porque mente”, disse.
Nas considerações finais, Erika reforçou pautas sociais, mencionando políticas para a população de baixa renda, mulheres, mães atípicas e crianças com deficiência. “Se você acredita que o Lula tem razão ao colocar o pobre no orçamento e o rico no Imposto de Renda, estamos do mesmo lado. Se você acredita em uma sociedade onde nenhuma mulher tenha medo de voltar sozinha para casa, estamos do mesmo lado”, concluiu.
O debate reuniu cinco candidatos ao Senado pelo Distrito Federal: Erika Kokay (PT), Sebastião Coelho (Novo), Guto Felicio (PSDB), Marley (Avante) e Ronaldo Fonseca (PSD).







Leave a Reply