
Paciente tem a pressão arterial aferida com monitor digital durante consulta. (Foto: Instagram)
A hipertensão afeta aproximadamente 38 milhões de brasileiros, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE, e muitas vezes pode não apresentar sintomas por anos. Embora a maioria dos pacientes consiga controlar a pressão com tratamento adequado, existem casos em que a pressão permanece elevada, mesmo com o uso de vários medicamentos. Isso é conhecido como hipertensão resistente.
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A condição é caracterizada pela manutenção da pressão alta, apesar do uso correto de três classes diferentes de medicamentos em doses máximas, incluindo um diurético. Também se considera hipertensão resistente quando o controle da pressão requer o uso de quatro ou mais medicamentos.
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A hipertensão resistente pode aumentar em até 50% o risco de infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares. “A hipertensão é o principal fator de risco para o AVC. Portanto, controlar a pressão é essencial para prevenir infartos e AVCs, que podem causar morte ou incapacidade permanente”, alerta a médica Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC.
Entre as consequências possíveis estão AVC, infarto, insuficiência cardíaca, comprometimento renal e morte por doenças cardiovasculares. Para controlá-la, o paciente pode precisar ajustar o estilo de vida, mudar medicações e investigar causas secundárias.
FALSA HIPERTENSÃO RESISTENTE
Conforme explica a médica neurologista, antes de confirmar o diagnóstico, é necessário descartar a falsa hipertensão resistente, que pode ocorrer quando a pressão aumenta apenas durante consultas médicas — conhecido como efeito do jaleco branco —, quando o paciente não toma os medicamentos corretamente ou devido a erros na aferição.
A investigação deve considerar hábitos de vida, uso de medicamentos ou substâncias que aumentem a pressão e a presença de doenças que possam causar hipertensão secundária. Além disso, a médica alerta para não normalizar a pressão “um pouco mais alta”.
Sheila afirma que pessoas com essa condição têm 50% mais risco de complicações cardiovasculares e renais em comparação com outros hipertensos. “Quando a pressão permanece alta apesar do tratamento, é essencial investigar o motivo, confirmar a resistência e definir a melhor estratégia para controle. Quanto mais cedo controlarmos a pressão, melhor para prevenir AVC, infarto, doença renal e outras complicações graves”, destaca Sheila.
CONTROLE É FUNDAMENTAL
Além do acompanhamento médico regular e mudanças no estilo de vida, a médica recomenda uma alimentação equilibrada, redução do consumo excessivo de sal, prática regular de atividade física, controle do peso, não fumar e diminuir o consumo de bebidas.
Para quem já foi diagnosticado com hipertensão resistente, seguir corretamente o tratamento prescrito é essencial. “A mensagem para a população é clara: meça sua pressão regularmente, conheça seus números, procure orientação médica quando necessário e, se já estiver em tratamento, siga as recomendações e mantenha o acompanhamento”, conclui Sheila Martins.







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