Advogado de Brasília tenta negociar dívida de R$ 300 mil com cafetina

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Anotações revelam dívida de R$ 300 mil de advogado em serviços de agenciadora em Brasília (Foto: Instagram)

Vídeos obtidos pela coluna Na Mira capturaram o momento em que uma cafetina de Brasília detalha a dívida de R$ 300 mil contraída por um advogado renomado da capital. Apesar de sua posição de destaque no meio jurídico, o advogado tentou negociar um desconto no valor devido pelos serviços da agenciadora, que organizava um grupo de garotas de programa e travestis para suas festas luxuosas.

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Nas gravações e registros analisados, foi inicialmente acordado o parcelamento da dívida em três pagamentos de R$ 66 mil, além de outros pagamentos que totalizaram R$ 260 mil.

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Para facilitar o pagamento, a credora ofereceu um desconto de R$ 40 mil. No entanto, o advogado não cumpriu os prazos acordados, levando a agenciadora a cancelar o desconto e restabelecer o valor original de R$ 300 mil.

As festas, organizadas com precisão, eram financiadas por grandes quantias e consumo excessivo de drogas. A agenciadora providenciava encontros que levavam os limites físicos ao extremo.

A pedido do advogado, até cinco acompanhantes eram contratadas por sessão, incluindo mulheres cisgênero e transexuais, para atender a preferências específicas do cliente.

Durante as sessões, as profissionais usavam luvas cirúrgicas para realizar práticas invasivas conhecidas como fist fuck ou fisting.

A complexidade das festas refletia-se nos custos, com cada evento noturno custando R$ 50 mil, garantindo R$ 10 mil para cada participante.

A agenciadora também agia como suporte durante as madrugadas, frequentemente chamada para ajudar quando o advogado perdia a consciência devido ao consumo de álcool e crack.

A relação entre eles deteriorou-se quando os pagamentos pararam. Desde 2021, eventos acumulavam serviços não pagos, gerando um passivo considerável.

Tentando resolver a situação, o advogado ofereceu um Rolex como garantia, afirmando valer R$ 180 mil. Contudo, a avaliação revelou que era uma réplica sem valor.

Com o prejuízo acumulado, a agenciadora buscou formalizar a cobrança através de meios legais. O advogado assinou termos de compromisso, mas pagou apenas uma pequena parte.

Em janeiro deste ano, um representante do advogado pediu mais duas semanas para pagamento, alegando que ele estava em reabilitação, mas o prazo passou sem qualquer pagamento.

A relação de 11 anos terminou com um registro formal na Polícia Civil do Distrito Federal, consolidando a dívida em R$ 300 mil. Além dos depoimentos, foram entregues mensagens, planilhas e vídeos como prova.

Entre os arquivos de mídia anexados, há registros detalhados das práticas realizadas durante as sessões.

A defesa da agenciadora tentou contato direto com o advogado para evitar a exposição judicial, mas não obteve resposta do escritório do qual ele é sócio.

Agora sob investigação oficial, o advogado vê sua disputa financeira e detalhes de sua vida privada tornarem-se provas em um processo policial.

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