Itália proíbe burcas nas escolas e impõe limite de alunos estrangeiros

Publicado por

–


Giorgia Meloni durante sessão parlamentar em Roma (Foto: Instagram)

O governo da Itália aprovou na quinta-feira, 24 de setembro, uma medida que proíbe o uso de burcas e niqabs por estudantes em escolas. O decreto também estabelece que no máximo 30% dos alunos em sala de aula podem ter conhecimento limitado da língua italiana.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

Essas regras já estão em vigor, mas precisam ser confirmadas pelo parlamento italiano em até 60 dias. A primeira-ministra conservadora Giorgia Meloni declarou que a intenção da medida não é criar divisões, mas sim promover a integração.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

Meloni afirmou nas redes sociais que são "instrumentos de bom senso que não dividem, mas ajudam a integrar de verdade, evitando turmas-gueto e proporcionando a todos os alunos as mesmas oportunidades".

A burca e o niqab são vestimentas tradicionais do Islã para mulheres. A burca cobre o corpo inteiro, incluindo o rosto, geralmente com uma tela de malha nos olhos. O niqab é um véu que cobre o rosto, deixando apenas os olhos à mostra.

A oposição criticou a medida, alegando que promove segregação. Elly Schlein, secretária do Partido Democrático, afirmou que "a resposta do governo é expulsar crianças estrangeiras das salas de aula. Quem eles pensam que estão enganando? Depois de quatro anos de cortes e nenhum investimento sério em prédios escolares, eles estão inventando uma nova caça às bruxas contra as crianças mais novas. É um decreto vergonhoso, que tenta esconder a incapacidade do governo de resolver os problemas concretos das escolas públicas por trás de uma nova bandeira ideológica".

Vários países europeus, como França, Portugal e Bélgica, já proibiram o uso de véus em espaços públicos. A Itália, devido à sua localização no mar Mediterrâneo central, está em uma das principais rotas de imigração ilegal para a Europa, conectando o continente à África.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *