
Militar é investigado por chantagear jovem de 20 anos em MT (Foto: Instagram)
A Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) está investigando um caso que envolve extorsão, ameaça, injúria e perseguição, onde um tenente-coronel da Polícia Militar do estado é acusado. O oficial teria perseguido e chantageado uma jovem de 20 anos, exigindo que ela enviasse fotos e vídeos íntimos sob ameaça de exposição pública. A identidade do oficial está sendo mantida em sigilo, pois ainda não houve indiciamento.
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Conforme registrado no boletim de ocorrência pela vítima, ela teve um relacionamento casual com o militar por oito meses, entre 20 de outubro de 2025 e 20 de junho de 2026.
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A situação teria se agravado em 23 de junho, quando o suspeito descobriu que a jovem se envolveu com um homem casado durante o relacionamento. Ao ser confrontada, ela confirmou o caso, o que teria desencadeado uma crise de ciúmes no oficial, resultando em perseguições e ameaças.
CHANTAGEM E EXTORSÕES
Segundo o relato à polícia, o militar exigiu que a jovem enviasse um vídeo íntimo, ameaçando contar sobre o caso extraconjugal aos pais dela e à esposa do homem. Mesmo com a recusa da jovem, ele cumpriu a ameaça, revelando o caso para os familiares dela e para a esposa do outro homem envolvido.
A jovem afirmou que não enviaria o vídeo ou fotos. No mesmo dia, o suspeito informou os pais dela e a esposa do homem, conforme consta no documento policial.
OFENSAS VIA PIX
Após a exposição, a jovem bloqueou o militar nas redes sociais e aplicativos de mensagens. No entanto, ele teria começado a usar diferentes números de telefone e até transferências via Pix para continuar enviando mensagens ofensivas.
Nos textos anexados à denúncia, o oficial insultou a jovem com termos como "vadia", "vagabunda" e "puta". Ela relatou à polícia sentir-se constantemente perseguida e temer pela sua segurança física e psicológica, destacando a posição hierárquica do suspeito na PM como um agravante.
Diante da situação de vulnerabilidade e dos crimes de difamação, extorsão, injúria e stalking, a vítima solicitou uma medida protetiva de urgência contra o oficial.
A Polícia Civil continua investigando a conduta do militar e o caso também será acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso para possíveis procedimentos administrativos. Até o fechamento desta edição, a defesa do suspeito não se manifestou.







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