
Árvore de Natal decorada com luzes e enfeites (Foto: Instagram)
Belo Horizonte — Embora ainda faltem alguns meses para o Natal, a preparação para as festas de fim de ano já começou para algumas famílias e, especialmente, para crianças e adolescentes que vivem em abrigos. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) está à procura de famílias interessadas em participar da Campanha de Apadrinhamento de Natal.
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Para muitos, o Natal evoca imagens de mesas fartas, presentes e boas memórias. Alguns se lembram de um tio vestido de Papai Noel ou da expectativa de descobrir o que estava debaixo da árvore à meia-noite. No entanto, muitas crianças não têm a chance de vivenciar essas experiências.
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A campanha visa proporcionar a essas crianças, de 4 a 17 anos, que vivem em abrigos, a oportunidade de passar um tempo fora desses ambientes e de conviver com padrinhos e madrinhas durante as festas de fim de ano.
Nos últimos anos, o número de famílias participando da campanha aumentou. Em 2021, 517 crianças e adolescentes foram acolhidos por famílias durante as festividades. Esse número subiu para 853 em 2022 e 1.437 em 2023. Em 2024, foram 2.217 participantes, mas em 2025 houve uma redução para 1.522.
O apadrinhamento está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e difere da adoção. De acordo com o TJMG, participar da campanha não concede ao padrinho ou madrinha qualquer preferência ou direito em caso de adoção. Para adotar, é preciso seguir o processo legal específico.
Atualmente, cerca de 450 crianças e adolescentes aguardam apadrinhamento, reinserção familiar ou, em alguns casos, adoção. A iniciativa busca permitir que aqueles que vivem em abrigos tenham novas experiências e construam novos laços.
“Mesmo que por um curto período, uma família pode desempenhar um papel crucial na transformação da vida de crianças e adolescentes em abrigos”, destacou a promotora de Justiça da Infância e da Juventude de Belo Horizonte, Matilde Fazendeiro Patente.
As famílias interessadas em participar devem se inscrever no Portal Minas Apadrinha, do TJMG, e passar por uma avaliação antes de serem autorizadas a participar do programa.
O apadrinhamento não é adoção. O objetivo é proporcionar às crianças e adolescentes acolhidos uma experiência de convivência familiar e comunitária, com segurança e acompanhamento da rede de proteção.
Embora a adoção possa ocorrer posteriormente, o TJMG enfatiza que esse não é o propósito da campanha.
Nos últimos cinco anos, 2.460 adoções foram realizadas em Minas Gerais. Foram 279 em 2021, 488 em 2022, 605 em 2023, 553 em 2024 e 535 em 2025.
Atualmente, a diferença entre o número de crianças disponíveis e o de pessoas interessadas em adotar é notável. Minas Gerais tem 580 crianças e adolescentes aptos à adoção e 4.675 pretendentes habilitados, conforme dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), consultados em 17 de setembro de 2026.







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