
Celina Leão durante discurso na Corrida Cristã em Brasília critica proibição das bets (Foto: Instagram)
A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), criticou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de proibir as bets pouco antes do primeiro turno das eleições, chamando-a de "oportunismo político". Celina fez essa declaração após participar da Corrida Cristã, realizada no Parque da Cidade, em Brasília (DF), na manhã de domingo (27/9).
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Celina afirmou que o momento da decisão é suspeito, sugerindo que o presidente poderia ter evitado a aprovação, mas escolheu agir agora. "Estava demorando para o Estado fazer algo. Fazer isso em período eleitoral é oportunismo. Podia ter deixado de aprovar, mas ele trabalhou para aprovar. Quando viu que o país está empobrecido, ele vai e solta isso? As pessoas sabem que é eleitoreiro", disse ela.
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Para a progressista, a medida carece de segurança jurídica e existe o risco de o petista voltar atrás após as eleições. "A preocupação é depois da eleição, se ele ganhar, trazer as bets de novo", acrescentou.
Celina expressou sua oposição aos jogos eletrônicos de azar no Brasil. "Eu sou favorável a não ter nenhum tipo de jogo eletrônico no Brasil. Isso tem empobrecido o Brasil, tem trazido prejuízo à nossa economia e tem acabado com as famílias. A culpa é do governo que legalizou. Não deveria ter legalizado", afirmou.
MP DAS BETS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, na sexta-feira (25/9), em São Paulo, uma medida provisória para encerrar as bets no Brasil. A norma foi anunciada nove dias antes do primeiro turno das eleições de 2026.
Será responsabilidade dos bancos devolver, entre os dias 9 e 14 de outubro, o dinheiro para os apostadores que perderam a data-limite.
A medida também afeta as publicidades. As bets têm até 23h59 de segunda-feira, 5 de outubro, para remover todas as peças e ações de publicidade, propaganda e marketing, tanto em meios físicos quanto digitais. O mesmo prazo é dado para a retirada de marcas de contratos de patrocínio.
O governo intensificará a remoção de sites ilegais e as investigações sobre movimentações financeiras por meio de uma força-tarefa que reunirá diferentes órgãos. Também ampliará a fiscalização, a integração entre as forças e o compartilhamento de informações estratégicas, além de fortalecer a estrutura do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Polícia Federal.







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