
Tenente Ronickson Pimentel, da tropa de choque da PM de São Paulo (Foto: Instagram)
A Justiça determinou que as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) forneçam imagens de câmeras corporais, registros das viaturas e dados de GPS relacionados a uma ação envolvendo um dos acusados do atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos. A decisão foi motivada pela alegação de Carlos Roberto Ferreira de que teria sofrido agressões e tortura por parte de policiais da tropa de choque da Polícia Militar de São Paulo.
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De acordo com a defesa, declarações atribuídas a Carlos teriam sido obtidas sob tortura e coerção. Também foram questionados o acesso ao celular apreendido e a maneira como os policiais entraram na residência em 28 de junho, quando ocorreu a abordagem e prisão.
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As alegações constam em decisão judicial divulgada na última quarta-feira (23/9). O processo está sob sigilo.
A Justiça, por enquanto, rejeitou o pedido da defesa para considerar ilícitas as provas contra Carlos. O juiz destacou que as circunstâncias precisam ser esclarecidas durante o processo, com produção de provas e depoimentos.
O Comando-Geral da PM e o 1º Batalhão de Polícia de Choque, a Rota, têm 15 dias para entregar as imagens das câmeras e registros de GPS dos veículos policiais envolvidos. A Corregedoria da PM também deve enviar informações e cópias de investigações sobre os supostos abusos no mesmo prazo.
A investigação não se limitará às imagens. O Instituto de Criminalística deve fornecer, em 20 dias, os dados brutos da extração forense do celular apreendido, incluindo logs de auditoria e o código hash original.
A defesa alega que houve acesso ao celular antes da autorização judicial. A Justiça registrou a autorização para quebra de sigilo, mas considerou a possibilidade de acesso indevido a ser examinada.
No início de setembro, a Justiça aceitou a denúncia contra seis acusados pelo atentado, mantendo suas prisões preventivas. Quatro deles estavam presos: Carlos, Luis Altino da Silva, Luiz Henrique de Oliveira Nascimento e Marcos Vinicius Dias Machado. Hércules da Costa Siqueira, o Golias, e Jeovane Junior da Silva estavam foragidos.
Pimentel foi baleado na cabeça em 27 de junho, em São Caetano do Sul. A acusação afirma que o ataque foi precedido por semanas de planejamento e monitoramento do tenente. A motivação do ataque ainda não foi divulgada pela investigação.







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