Proteína de 160 milhões de anos pode combater superbactérias

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Modelo 3D da lactoferrina ancestral reconstruída em laboratório (Foto: Instagram)

Pesquisadores da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, reconstruíram proteínas que datam de até 160 milhões de anos. Essas moléculas foram capazes de romper a membrana de bactérias resistentes. Os resultados deste estudo foram publicados na revista PLOS Biology no final de agosto.

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O foco do estudo foi a lactoferrina, uma proteína imunológica presente nos fluidos corporais de mamíferos modernos e seus ancestrais extintos. A lactoferrina protege o organismo de patógenos que necessitam de ferro e possui um peptídeo antimicrobiano que pode danificar e romper membranas bacterianas.

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Os cientistas compararam sequências genômicas de lactoferrina de espécies atuais, como humanos e vacas, mapeando as relações evolutivas para estimar as sequências genéticas prováveis de seus ancestrais comuns.

O processo de reconstrução estendeu-se a cerca de 160 milhões de anos atrás. Os genes previstos foram sintetizados e utilizados para produzir as proteínas ancestrais reconstruídas. Ao testá-las contra patógenos comuns, como Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus, inicialmente as bactérias conseguiam reparar os danos, mas versões mais recentes das proteínas mostraram-se mais eficazes.

A eficácia aumentada está ligada a uma mutação na cadeia de aminoácidos. Titas Sil, autor principal do estudo, afirma que os peptídeos antimicrobianos são cruciais na defesa do organismo, podendo atingir uma ampla gama de patógenos.

A expectativa não é que os peptídeos antimicrobianos reconstruídos sejam usados diretamente em medicamentos, mas que inspirem novas estratégias para tratamentos futuros, já que as moléculas pré-históricas são estruturalmente instáveis e se degradam rapidamente no corpo.

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