Passageiras do Metrô-DF relatam insegurança após ataque em vagão feminino

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Passageiras apreensivas após ataque em vagão exclusivo para mulheres no Metrô-DF (Foto: Instagram)

Após o ataque a uma estudante dentro de um vagão exclusivo para mulheres na última segunda-feira (28/9), passageiras que utilizam o Metrô-DF expressaram temor e insegurança ao circular no local. O incidente ocorreu entre as estações Centro Metropolitano e Ceilândia Sul, em meio a outros episódios recentes de violência no sistema metroviário.

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A estudante do Colégio Militar Dom Pedro II foi atacada por volta das 6h20, enquanto viajava entre as estações Centro Metropolitano e Ceilândia Sul. De acordo com o Metrô-DF, o agressor "apresentava comportamento agressivo" durante a viagem.

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A vítima estava acompanhada de colegas no vagão exclusivo para mulheres e sofreu ferimentos leves no rosto, pescoço e braço. Apesar de um vagão ser reservado para mulheres, a presença de homens no espaço representa um risco para as passageiras.

A enfermeira Rayclécia Santos, de 31 anos, relatou que prefere usar os vagões comuns quando está com sua filha autista, pois acredita que a presença de homens pode oferecer mais ajuda em situações de risco. Ela criticou a falta de fiscalização nos vagões exclusivos para mulheres.

A designer Nayra Caldas, residente do Gama (DF), também utiliza o Metrô para se locomover. Ela afirmou que os recentes episódios de agressão a deixaram desconfortável e insegura, especialmente em um espaço que deveria ser seguro para mulheres.

Uma usuária que não quis se identificar relatou que utiliza o Metrô diariamente para ir ao trabalho e que os recentes episódios aumentaram seu medo durante as viagens. Ela mencionou que, às vezes, prefere utilizar os vagões comuns em busca de maior segurança.

A manicure Deuzeni Gomes, de 59 anos, afirmou que, embora utilize o Metrô, evita o vagão feminino por sentir insegurança. Ela expressou indignação com a sensação de falta de direitos e segurança.

Relembre outros casos: No dia 14 de setembro, um homem foi levado à delegacia suspeito de importunar sexualmente uma mulher na Estação Taguatinga Centro. Ele também teria agredido outra vítima presente no local. Em outra ocorrência, em 30 de agosto, a PMDF prendeu um homem em situação de rua suspeito de assediar uma jovem de 22 anos na saída da Estação Galeria dos Estados.

A Companhia do Metropolitano de Brasília esclareceu que, conforme a Lei Distrital nº 4.848 de 2012, mulheres e pessoas com deficiência, incluindo homens e acompanhantes, podem usar o carro exclusivo. O Metrô-DF afirmou que mantém vigilância constante para garantir a segurança de todos os usuários.

Segundo o Metrô-DF, o Corpo de Segurança Operacional é responsável por fiscalizar o cumprimento das regras. Em casos de desrespeito, os agentes abordam os infratores de forma educativa, podendo encaminhá-los à delegacia se necessário.

O Metrô-DF disponibiliza canais de comunicação para denúncias e relatos de ocorrências, incluindo um aplicativo institucional. Os usuários podem utilizar o App Metrô Conecta, WhatsApp e o Portal Participa DF para reportar questões de segurança.

O homem que atacou a estudante já era conhecido por moradores e trabalhadores da região. De acordo com uma funcionária da Estação Ceilândia Sul, ele já havia causado problemas anteriormente e tem histórico de questões psicológicas.

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