
Alunos com necessidades especiais e familiares em frente à Escola Classe 26 de Setembro, apreensivos com a possível transferência para o CED 06 de Taguatinga. (Foto: Instagram)
O término do contrato de locação do prédio onde atualmente funciona a Escola Classe 26 de Setembro pode resultar na transferência dos alunos para o Centro Educacional (CED) 6 de Taguatinga a partir de 2027. Essa mudança, proposta pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), pode impactar a organização de pelo menos quatro turmas de estudantes com necessidades educacionais especiais que já são atendidos pelo CED 6.
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A SEEDF assegura que a Escola Classe 26 de Setembro não será fechada neste ano. De acordo com a secretaria, a previsão é que os alunos sejam transferidos juntos, a partir de 2027, para um local próprio da secretaria, adequado para o atendimento escolar.
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Samara Ferreira, de 44 anos, está preocupada que a mudança altere a rotina de sua filha de 5 anos, que está no primeiro período da educação infantil. Segundo ela, a distância pode complicar os horários de entrada e saída da criança e afetar a jornada de trabalho dos pais.
A direção da Escola Classe 26 de Setembro está em negociação com a Secretaria de Educação para discutir o futuro da escola, incluindo a solicitação de renovação do contrato de locação. Até o momento, no entanto, não há confirmação oficial sobre a possibilidade de manter os alunos na unidade atual.
O CED 06 de Taguatinga será o destino dos alunos, conforme comunicado da direção à comunidade escolar. A chegada das novas turmas pode impactar o espaço atualmente utilizado pela educação especial, que funciona integralmente no período da tarde e precisará ser reorganizado.
Com a reorganização, ainda não há definição sobre o local onde serão atendidos os alunos já matriculados nas turmas de educação especial do CED 06. Existe a possibilidade de que eles sejam redistribuídos entre outras unidades da rede, potencialmente longe de casa, mas a comunidade escolar ainda aguarda informações sobre como essa reorganização será feita.
A EJA Interventiva é uma modalidade da Educação de Jovens e Adultos voltada a estudantes com deficiência que precisam de atendimento educacional especializado e de estratégias adaptadas às suas necessidades.
Ao todo, são 35 alunos com deficiência no CED 06, distribuídos em quatro turmas. A unidade atende estudantes com diferentes necessidades, incluindo deficiência visual, síndrome de Down e transtorno do espectro autista (TEA).
Para as famílias, a preocupação vai além da mudança de endereço. Muitos dos estudantes passaram anos construindo vínculos com professores, colegas e com a própria rotina da escola. É o caso do filho de Cleoman Porto, de 72 anos. O jovem, de 23 anos, vive com síndrome de Down, está no primeiro ano da EJA e estuda na escola há três anos. Segundo o pai, ele frequenta as aulas no período vespertino.
Para Kelvin Cauã de Queiroz, de 18 anos, aluno autista do CED 06, o que mais pesa na possibilidade de mudança é ficar longe dos colegas.
A professora Alexandra Silva de Castro, de 62 anos, que atua no ensino fundamental II da EJA Interventiva, também se preocupa com a mudança. Para ela, a transferência pode afetar o senso de comunidade dos estudantes, já que a convivência com pessoas e espaços próximos de onde vivem contribui para o desenvolvimento e para a vida social dos alunos.
"O aluno tem que estar próximo da sua comunidade, de onde ele vive, porque consegue estender sua vida social para fora da escola."







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