
Promotor Lincoln Gakyia em corredor de penitenciária durante investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC (Foto: Instagram)
A principal autoridade do Ministério Público de São Paulo (MPSP) nas investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC), o promotor Lincoln Gakyia, afirmou que não há informações que conectem o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada à facção criminosa.
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Shimada foi alvo de sanções pelo governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, acusado de ser um elo financeiro do PCC e de lavar mais de US$ 30 milhões (aproximadamente R$ 165 milhões) em cidades americanas. Ele é um dos alvos da Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta manhã para desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas. Shimada continua foragido.
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“No caso do Ministério Público de São Paulo, não temos qualquer informação que ligue esses dois indivíduos [além de Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, presa nesta sexta-feira] ao PCC”, declarou Gakyia. As autoridades dos EUA também apontam Stella como parte do esquema.
O promotor revelou que eventuais provas reunidas pelo FBI, Departamento de Estado ou outras agências dos EUA ainda não foram compartilhadas com o MPSP. Gakyia mencionou que a Polícia Federal brasileira também foi surpreendida pelas informações divulgadas pelas autoridades americanas sobre uma suposta ligação de Shimada com o PCC.
Nas investigações locais, Shimada é visto como um doleiro suspeito de lavar dinheiro de atividades criminosas, sem ser identificado como integrante ou operador específico da facção paulista.
Análises preliminares apontaram movimentações superiores a R$ 10 bilhões entre os investigados. A Justiça ordenou o bloqueio e sequestro de bens, valores e criptoativos de até R$ 10,4 bilhões.
De acordo com a PF, o grupo utilizava transferências de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie, operações bancárias de alto valor e repasses entre pessoas físicas e empresas para movimentar e ocultar recursos de origem ilegal.
Stella, descrita pelos EUA como intermediária na coleta de grandes quantias de dinheiro, foi presa pela PF nesta sexta-feira. Segundo o governo americano, ela é “parente” de Shimada e atuaria como “secretária” dele.
A defesa de Shimada afirma não ter tido acesso aos elementos que embasaram as medidas e declara que ele “nega veementemente” envolvimento com organização criminosa ou lavagem de dinheiro. O Metrópoles busca a defesa de Stella de Oliveira. O espaço está aberto.
Gakyia investiga o PCC há mais de duas décadas e participou de algumas das principais apurações contra a cúpula da organização. Jurado de morte pela facção, o promotor vive sob escolta e já foi alvo de planos de sequestro e assassinato atribuídos ao grupo criminoso.







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