Dermatologista Regina Buffman explica os três tipos de melasma e seus tratamentos

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Soro despigmentante atua no tratamento do melasma, condição presente em 35% das mulheres em idade fértil (Foto: Instagram)

O melasma é uma condição crônica da pele que provoca manchas escuras ou acastanhadas, especialmente no rosto. Afetando cerca de 35% das mulheres brasileiras em idade fértil, conforme a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a prevalência é menor entre os homens. A dermatologista Regina Buffman destaca que a profundidade do pigmento na pele determina o tipo de melasma e o tratamento mais adequado.

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Em uma entrevista à coluna Claudia Meireles, a médica detalhou os três tipos de melasma: epidérmico, dérmico e misto. No melasma epidérmico, a melanina está concentrada nas camadas superficiais da pele, resultando em manchas acastanhadas. Já no dérmico, o pigmento está em camadas mais profundas, apresentando manchas acinzentadas ou azuladas.

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Quando a condição é mista, as manchas combinam características dos dois tipos. Essa classificação auxilia na avaliação dermatológica, mas a resposta ao tratamento varia individualmente.

A profundidade do pigmento influencia diretamente a eficácia do tratamento, exigindo uma abordagem personalizada. Melasmas superficiais respondem melhor a tratamentos que atuam na epiderme, enquanto pigmentos profundos podem ser mais resistentes e demandar um tratamento prolongado e combinado.

A alta prevalência de melasma em mulheres levanta questões sobre sua causa. Regina aponta a predisposição genética como principal fator, além da exposição à radiação ultravioleta, luz visível, alterações hormonais e processos inflamatórios.

Para amenizar o problema, Regina enfatiza a importância de uma avaliação dermatológica cuidadosa para evitar tratamentos agressivos que possam piorar a pigmentação. Mudanças na alimentação, ricas em antioxidantes, vitaminas e minerais, também contribuem para a saúde da pele.

Uma dieta equilibrada, com nutrientes como vitamina C, vitamina E, carotenoides e compostos antioxidantes, presentes em frutas cítricas, vermelhas, vegetais verde-escuros, cenoura, tomate, castanhas e sementes, pode ser benéfica. No entanto, o consumo desses alimentos deve ser parte de um contexto de alimentação saudável e equilibrada.

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