Simone Tebet acusa Flávio Bolsonaro de desistir de debate presidencial por medo

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Simone Tebet discursa em comício na Praça Roosevelt, em São Paulo, no dia 1º de outubro. (Foto: Instagram)

A candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB), declarou nesta quinta-feira, 1° de outubro, que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, optou por não participar do debate da TV Globo por ser "covarde", apesar de se apresentar como "machão".

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Conhecido como o "filho 01" de Jair Bolsonaro, Flávio anunciou sua ausência pouco mais de uma hora antes do início do debate, levando ao cancelamento do evento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também já havia informado que não compareceria.

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“Ele [Flávio] não se ausenta do debate por estratégia política. Ele não comparece por medo, por ser um covarde, temendo a verdade dita por um candidato [Renan Santos (Missão)] que tem coragem de afirmar que estamos diante das eleições mais importantes de nossas vidas”, afirmou Tebet durante um comício na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo.

Também estavam presentes Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo; o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); e Marina Silva (Rede), candidata ao Senado.

Tebet comentou que “o problema não é a ausência no debate”. “O problema é alguém se apresentar como machão, discriminar mulheres e usar palavras ofensivas”, criticou.

Na ocasião, a ex-ministra também se dirigiu aos eleitores indecisos. “A grande questão para aqueles indecisos nestes três dias é que tipo de Brasil queremos para os próximos quatro, oito e dez anos”, completou Tebet.

Ela destacou que, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) com Guilherme Derrite (PP) como secretário de Segurança Pública, houve um aumento preocupante nos casos de feminicídio em São Paulo. Derrite é atualmente um dos principais rivais na corrida ao Senado.

“Temos o único candidato a governador [Fernando Haddad] que pode restabelecer a ordem no estado de São Paulo, não apenas defendendo as mulheres, mas combatendo o crime organizado, um dado que precisa ser divulgado”, afirmou Tebet. “São Paulo não pode se tornar um Rio de Janeiro em termos de milícia e comando vermelho, que já está presente no estado e no transporte público da capital”, acrescentou.

Tebet também reiterou que a eleição de Flávio Bolsonaro significaria colocar um “miliciano” no Palácio do Planalto.

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