Governo Lula já sabia do fechamento da Embaixada dos EUA e investiga ameaças

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Segurança reforçada na Embaixada dos EUA em Brasília após suspensão dos serviços consulares por “ameaça” (Foto: Instagram)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi informado antecipadamente de que o governo do presidente Donald Trump suspenderia os serviços consulares na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília (DF) e nos consulados pelo Brasil devido a "questões de segurança".

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O anúncio oficial ocorreu na manhã desta sexta-feira (2/10), pouco depois de os funcionários da Embaixada dos EUA na capital federal serem instruídos a trabalhar de casa devido a uma "ameaça" recebida pela representação diplomática, cujo teor não foi especificado.

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Antes de tornar a informação pública, o alto escalão do governo brasileiro já estava colaborando com autoridades americanas para conter a possível "ameaça". Os auxiliares de Lula optaram por não divulgar detalhes do caso, alegando que isso poderia prejudicar a investigação.

Conforme informações divulgadas, a Embaixada dos EUA contatou a Polícia Federal (PF) antes de anunciar a suspensão dos atendimentos. A PF, por sua vez, informou o Palácio do Planalto e o Itamaraty, iniciando uma investigação sobre o incidente.

A orientação dentro do governo é investigar o caso, independentemente de haver ou não uma base real, seguindo o princípio de que é "melhor pecar por excesso do que por omissão", mas sem gerar pânico. A principal preocupação das autoridades é garantir a segurança das instalações e a integridade da população.

Fontes do governo evitam considerar que a decisão dos EUA seja uma estratégia para criar tensão às vésperas do 1º turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo domingo (4/10). "Essa não é uma hipótese que nos mobiliza. O que nos move é investigar", afirmou um membro do governo, sob condição de anonimato.

Segundo integrantes do governo, ainda não há previsão para a retomada dos serviços consulares. O retorno está condicionado à completa neutralização da ameaça, o que ainda não ocorreu, já que o caso está em investigação.

AUSTRÁLIA, REINO UNIDO E CANADÁ
Após o anúncio da Embaixada dos EUA, a embaixada da Austrália também anunciou o fechamento na capital federal, baseando-se na decisão americana e alegando "preocupações com a segurança".

Poucas horas depois, o governo do Reino Unido emitiu um alerta de viagem para o Brasil, mencionando a possibilidade de protestos durante as eleições. No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores britânico pediu que os cidadãos evitem comícios e manifestações políticas durante o período.

"O primeiro turno das eleições gerais no Brasil ocorrerá em 4 de outubro. O segundo turno está marcado para 25 de outubro. A cerimônia de posse presidencial será realizada em Brasília no dia 5 de janeiro. Protestos e manifestações podem ocorrer em todo o Brasil sem aviso prévio, e a situação pode mudar rapidamente", afirma o comunicado.

O governo do Canadá também se manifestou e atualizou, nesta sexta-feira, seu alerta de viagem para o Brasil, incluindo informações sobre a segurança no país durante o período eleitoral. A orientação também menciona a decisão dos Estados Unidos.

A página canadense possui uma seção específica sobre as eleições gerais brasileiras. A orientação sugere que podem ocorrer reuniões políticas, manifestações e aumento das medidas de segurança antes, durante e após as eleições. O governo canadense recomenda que seus cidadãos evitem manifestações e grandes aglomerações, sigam as instruções das autoridades locais e acompanhem os meios de comunicação.

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