Mulher acusada de envenenar namorado com açaí enfrentará júri popular

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Imagens de câmera de segurança mostram Larissa de Souza Batista segurando um copo de açaí ao lado de Adenilson Ferreira Parente em uma lanchonete de Ribeirão Preto. (Foto: Instagram)

O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que Larissa de Souza Batista será submetida a júri popular, acusada de tentar envenenar seu namorado, Adenilson Ferreira Parente, com um copo de açaí contendo chumbinho. Desde 15 de abril, ela está detida na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu, localizada no interior de São Paulo. O incidente ocorreu em fevereiro, em Ribeirão Preto.

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A defesa de Larissa solicitou à Justiça a absolvição sumária ou impronúncia, alegando falta de provas sobre a aquisição ou posse do veneno e destacando que Adenilson afirmou ter aberto pessoalmente um copo intacto, não acreditando que Larissa tivesse a intenção de envenená-lo. A defesa também argumentou que não havia motivo para o crime e pediu que Larissa pudesse responder ao processo em liberdade.

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A juíza Marta Rodrigues Maffeis rejeitou os pedidos, afirmando que a defesa não apresentou uma explicação concreta para a presença do veneno no alimento. Ela destacou que os grânulos foram percebidos por Adenilson ao consumir o açaí, antes de qualquer devolução do produto à loja.

Após consumir o açaí, Adenilson passou mal e foi levado ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. O prontuário médico indica que, cerca de uma hora depois, ele apresentou sonolência intensa, sudorese, salivação excessiva, dificuldade para respirar e rebaixamento do nível de consciência, além de dessaturação grave, necessitando de intubação orotraqueal.

Imagens de câmeras de segurança mostram Larissa descendo do carro com um pequeno invólucro na mão direita e o copo de açaí na esquerda. De costas para Adenilson, ela teria despejado o conteúdo no alimento. Em seguida, descartou o invólucro, que foi levado pelo vento, e mexeu o açaí com uma colher até entrar na casa.

Larissa alegou à polícia que, naquele momento, estava adicionando leite condensado ao açaí. No entanto, a loja informou que todos os acompanhamentos são adicionados diretamente ao copo. A funcionária responsável também negou ter fornecido qualquer extra, afirmando que adicionais seriam entregues em potes lacrados, não em sacos plásticos.

A Promotoria afirma que o homicídio não foi consumado apenas por circunstâncias alheias à vontade de Larissa. Ela é acusada de tentativa de homicídio qualificado, com agravantes como uso de veneno, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. Caso condenada, a pena pode variar de 12 a 30 anos de prisão.

A defesa de Larissa não respondeu aos contatos para comentar até o fechamento desta reportagem.

ENVENENAMENTO COM AÇAÍ

  • Adenilson Ferreira Parente foi hospitalizado em 5 de fevereiro após consumir açaí com uma substância tóxica.
  • A investigação da Polícia Civil apontou Larissa de Souza Batista, namorada de Adenilson, como responsável pelo envenenamento.
  • A polícia argumenta que Larissa colocou a substância no açaí durante o manuseio do alimento. A possibilidade de contaminação durante o preparo na lanchonete foi descartada, pois o processo foi filmado e não levantou suspeitas.
  • Larissa nega a acusação. Em nota, sua defesa critica o encerramento "precipitado e prematuro" das investigações e a falta de exploração de outros cenários, alegando que nunca foi cogitada a possibilidade de sua inocência.
  • Após a internação, Adenilson recebeu alta e atualmente está em bom estado de saúde.

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