Calor Extremo: Cuidados Essenciais para Evitar Hipertermia em Pets

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Dois cães observam o pôr do sol em dia de calor intenso (Foto: Instagram)

Impulsionado pelo fenômeno climático El Niño, o calor extremo tem afetado algumas áreas do Brasil. É crucial ter atenção redobrada com os pets: as altas temperaturas podem facilmente aumentar a temperatura corporal de cães e gatos, levando a quadros de hipertermia (quando a temperatura do corpo sobe excessivamente), caso não sejam tomados os devidos cuidados.

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Como não suam, os animais de estimação enfrentam dificuldades para regular a própria temperatura corporal. Gatos geralmente conseguem encontrar locais frescos para se refrescar e evitam esforços físicos quando estão com calor.

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Por outro lado, os cães são mais sensíveis, pois precisam fazer suas necessidades fisiológicas na rua ou em áreas gramadas, o que pode levar à exposição ao calor intenso e ao chão quente.

“Em situações mais severas, o animal pode sofrer de desidratação, queda de pressão, dificuldade respiratória, problemas nos rins, fígado e sistema de coagulação e, em casos mais graves, alterações neurológicas, choque e até morte”, alerta a médica veterinária Kássia Vieira, professora da Universidade Católica de Brasília (UCB).

Nos casos mais críticos, o veterinário Igor Zimovski alerta sobre o “golpe de calor”, uma emergência médica que ocorre quando a temperatura do corpo do animal atinge níveis perigosos. “Se não tratado rapidamente, o golpe de calor pode afetar diversos órgãos”, afirma o diretor da clínica veterinária do Centro Universitário Uniceplac, em Brasília.

Todos os pets podem sofrer com o calor, mas filhotes, animais idosos, obesos, braquicefálicos, como Pugs e Bulldogs, e aqueles com doenças cardíacas ou respiratórias exigem atenção especial, pois são mais vulneráveis às altas temperaturas.

COMO CUIDAR ADEQUADAMENTE DOS PETS
Entre os cuidados essenciais com os pets durante períodos de calor extremo, especialistas consultados pela JETSS recomendam:

  • Manter os pets em locais frescos, sombreados e ventilados;
  • Fornecer água fresca constantemente;
  • Evitar exercícios e passeios nos horários de maior calor;
  • Respeitar as necessidades individuais de cada pet, pois um jovem pode tolerar um passeio no calor, mas um mais velho, obeso, cardiopata ou braquicefálico, não;
  • Testar a temperatura do asfalto antes de passear para evitar queimaduras nas patas.

Além disso, Zimovski destaca a importância de observar os sinais de desconforto dos animais devido ao calor. Aumento da frequência respiratória, procura por locais mais frescos, redução da atividade e maior ingestão de água são indicativos importantes.

“Não devemos esperar que o animal ‘avise’ claramente que está sofrendo com o calor. Alguns sinais podem ser discretos, especialmente em gatos. Durante uma onda de calor, é crucial observar mudanças no comportamento, na respiração e no nível de atividade”, ensina o veterinário.

E O QUE NÃO FAZER DE JEITO NENHUM?
Durante o calor extremo, algumas ações podem prejudicar seriamente a saúde do pet. A principal delas é deixá-lo dentro do carro, mesmo que por alguns minutos ou com a janela aberta, pois a temperatura pode aumentar rapidamente.

Além disso, ao notar um animal gravemente superaquecido, evite medidas extremas, como colocá-lo em um banho de água muito fria. Isso pode causar choque térmico e agravar ainda mais a situação do pet. O ideal é resfriá-lo gradualmente enquanto é levado para atendimento veterinário.

“Ao perceber sinais de hipertermia, o tutor deve agir rapidamente: retirar o animal do calor, iniciar o resfriamento com água fresca e ventilação e procurar atendimento veterinário com urgência. É perigoso ignorar os primeiros sinais de que o animal está passando mal e esperar que ele melhore sozinho”, ressalta Kássia.

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