Grupo brasileiro inspirado em Gen Z do Nepal planeja ações antes das eleições

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Jovem segura bandeira do Nepal em frente ao Parlamento em chamas durante protestos da Geração Z que inspiram grupos brasileiros. (Foto: Instagram)

Desorganização, debates políticos acirrados, trocas de acusações e um objetivo comum de mobilização para derrubar o sistema político do Brasil — semelhante ao que ocorreu em 2025 no Nepal, com protestos violentos liderados pela chamada Geração Z.

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Esse é o ambiente em grupos no Telegram que foram monitorados, onde brasileiros, inspirados pelo caso asiático, buscam se articular social e politicamente.

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A Gen Z brasileira já foi alvo de autoridades no último ano, após uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) identificar planos para atos terroristas no Brasil. Três pessoas foram presas em Brasília, Rio e São Paulo sob suspeita de planejarem ataques no território brasileiro para chamar a atenção para a causa.

Os protestos no Nepal, organizados pela Geração Z, ocorreram em setembro de 2025. O grupo é composto por pessoas nascidas entre 1995 e o início dos anos 2000. Insatisfação com o governo, a vida luxuosa de filhos de políticos nepaleses, bloqueio de redes sociais e corrupção foram algumas das razões que motivaram as manifestações violentas no país asiático. Durante os protestos, houve confrontos entre manifestantes e autoridades locais. Alguns prédios institucionais, como o Parlamento e a Suprema Corte, foram invadidos e incendiados. As ações dos Gen Z resultaram na renúncia do então premier do país, Sher Bahadur Deuba, e na morte de 51 pessoas.

Após entrarem na mira das autoridades, o grupo perdeu força. As discussões, que antes se concentravam em planos para atos inspirados nos promovidos por jovens nepaleses, passaram a ser das mais variadas. A Geração Z do Brasil também recuou, afirmando buscar uma revolução com manifestações pacíficas. Ainda assim, integrantes de tais grupos passaram a falar sobre possíveis “ações” no Brasil nos últimos dias. “E aí senhores, como está a movimentação dos protestos?”, questionou um usuário no último dia 17 de setembro.

Apesar de desejos individuais por ação, administradores de um grupo com mais de 7 mil pessoas de todo o Brasil pregam cautela. Em uma extensa mensagem, um dos organizadores do movimento defendeu que o grupo primeiro conquiste mais apoiadores e se organize antes de qualquer tipo de manifestação pública. “Primeiro, organização. Depois, mobilização”, disse um administrador.

A Polícia Federal foi questionada se monitora tais grupos nas redes sociais, mas até a publicação da reportagem, não houve retorno. O espaço segue aberto.

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