Estudo revela que 6 em cada 10 pessoas não sabem que têm hipertensão

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Aferição de pressão arterial em consulta médica. (Foto: Instagram)

A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, permanece sem diagnóstico ou controle para muitos adultos na Inglaterra. Uma análise da Oxford Population Health revela que quase seis em cada 10 pessoas com pressão alta desconhecem ter a condição.

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Os dados são do programa Our Future Health, que compila informações de saúde de participantes avaliados entre 2022 e 2025. O estudo, publicado na revista BMJ Public Health em 23 de setembro, destaca que a condição continua sem diagnóstico, tratamento ou controle adequado, mesmo sendo um fator de risco para AVC, doenças cardíacas e morte precoce.

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COMO A HIPERTENSÃO FOI IDENTIFICADA
Os pesquisadores usaram critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS). Foram considerados hipertensos aqueles com pressão a partir de 140 por 90 mmHg ou que já faziam uso de medicação para controle.

Com base nesses critérios, a equipe avaliou quantas pessoas tinham pressão alta, quantas estavam cientes do diagnóstico, quantas estavam em tratamento e se a pressão estava controlada.

Mais de um terço dos participantes, ou 37%, atendia aos critérios para hipertensão. A frequência cresceu com a idade: de 15% entre pessoas de 18 a 39 anos para 71% entre aquelas com 80 anos ou mais.

Entre os homens, a condição foi mais prevalente do que entre as mulheres, sendo 42% contra 29% dos avaliados, respectivamente. O dado mais alarmante é que 59% das pessoas com hipertensão nunca receberam diagnóstico ou usaram medicamentos.

CONTROLE FALHA MESMO COM TRATAMENTO
O estudo também aponta dificuldades em manter a pressão sob controle. Entre os participantes em tratamento, metade ainda apresentava níveis superiores a 140 por 90 mmHg. Para os pesquisadores, isso sugere que o problema não está apenas no diagnóstico, mas também no acompanhamento e na eficácia das estratégias adotadas.

DIRETRIZES ENTRAM EM DEBATE
A equipe sugere que as diretrizes atuais podem contribuir para esse cenário. As orientações do sistema de saúde britânico exigem várias medições antes de confirmar o diagnóstico e, em alguns casos, priorizam mudanças de estilo de vida antes do uso de medicamentos.

Wenyu Liu, principal autor do estudo, afirma que a abordagem atual não tem sido suficiente para detectar e tratar a condição. Ele destaca que a hipertensão afeta diferentes grupos e aparece em jovens adultos, o que reforça a necessidade de estratégias de prevenção mais abrangentes.

Os autores defendem uma abordagem mais ativa para identificar a doença e iniciar o tratamento com base no risco cardiovascular, e não apenas nos níveis de pressão.

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