
Pessoa servindo uma cerveja com teor de proteína em copo de vidro (Foto: Instagram)
Nos últimos meses, os apreciadores de cerveja podem ter ouvido falar sobre a versão da bebida que contém proteína. Apesar de ser vista como vantajosa por incluir o macronutriente, Fernando Castro, nutricionista, alerta que o consumo deve ser cuidadoso: “Não devemos confundir a presença de proteína com a ideia de que o produto é automaticamente saudável ou pode ser consumido sem restrições.”
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O especialista enfatiza que a proteína é um ponto positivo no produto, pois adiciona valor nutricional a uma bebida que, de outra forma, teria pouco ou nenhum teor desse componente. “Em uma versão sem álcool, essa cerveja pode ser uma maneira prática de complementar a ingestão do macronutriente ao longo do dia”, explica.
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Fernando Castro destaca que, mesmo com a presença de proteína, é crucial contabilizar o macronutriente na dieta. Ele aponta que cada pessoa tem uma necessidade proteica específica, e o consumo deve ser ajustado a essa necessidade. “A presença de proteína na bebida não significa que quanto mais se consumir, melhor”, defende o nutricionista.
O profissional também ressalta que a proteína na cerveja não deve ser analisada isoladamente. É importante verificar o valor energético, a quantidade de carboidratos e outros ingredientes. Além disso, o teor de álcool nas versões alcoólicas merece atenção.
“Quando há álcool na bebida, há uma preocupação adicional. O álcool pode aumentar a produção de urina e favorecer a perda de líquidos. Ao mesmo tempo, o aumento da ingestão de proteína eleva a demanda de filtração renal”, pondera Fernando Castro.
O nutricionista sublinha que a proteína não neutraliza os efeitos do álcool na bebida. “Não se deve pensar que, por conter proteína, a cerveja se torna uma opção adequada para hidratação, recuperação ou saúde.”
Fernando explica que a ingestão de cerveja com proteína requer cuidado quanto à função renal. “Uma alta ingestão proteica aumenta a demanda de filtração dos rins. Isso não significa que toda ingestão elevada de proteína vá necessariamente causar uma doença renal, mas implica em maior carga de trabalho para esses órgãos”, destaca.
O especialista recomenda não transformar o diferencial da cerveja com proteína em um argumento de saúde para justificar seu consumo, especialmente nas versões alcoólicas.
Nas versões sem álcool, o problema do álcool e da perda de líquidos não existe, o que é um ponto positivo. No entanto, é necessário controlar a quantidade total de proteína consumida. “Ser uma bebida sem álcool e com proteína não significa que possa ser consumida indiscriminadamente”, conclui o nutricionista.







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