
Rossana Paroschi Jafar inicia cumprimento de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica (Foto: Instagram)
A empresária Rossana Paroschi Jafar, investigada por supostas fraudes que movimentaram R$ 27 milhões envolvendo o Sistema Único de Saúde (SUS) e a venda de livros, foi liberada da prisão após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) converter sua prisão preventiva em domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. A decisão considerou duas crises convulsivas sofridas por ela.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
A informação sobre a soltura de Rossana foi divulgada nesta terça-feira (6/10). A medida foi determinada pela juíza Eucelia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, que levou em conta o estado de saúde da empresária para substituir a prisão preventiva pela domiciliar.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
Rossana foi detida em julho, em Campo Grande (MS), durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
Rossana Paroschi Jafar é apontada pelo Ministério Público como uma das líderes do grupo investigado por supostas fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro em diversas cidades do estado.
Segundo as investigações da Operação Gutenberg, o grupo utilizava a regulação de vagas para exames, cirurgias e leitos do SUS como forma de pressionar ao menos 12 prefeituras a comprarem livros paradidáticos da editora Avante, pertencente à família Jafar.
De acordo com o MPMS, o grupo teria criado uma suposta exclusividade editorial para facilitar a venda direta de livros paradidáticos, como "O Mundo Azul de Theo" e "O Fantástico Mundo do Capitão Theo", a prefeituras. As contratações eram feitas diretamente, sob a justificativa de inexigibilidade de licitação.
A coluna Na Mira tenta localizar a defesa de Rossana Jafar. O espaço permanece aberto para manifestações.
Na decisão, a juíza considerou que a permanência de Rossana em uma unidade prisional apresentava riscos concretos à integridade física dela. Segundo o entendimento, a prisão domiciliar permite que a investigada receba o tratamento médico adequado sem comprometer o andamento das investigações.
“Ressalte-se que a prisão domiciliar, no caso, não representa impunidade ou benesse, mas sim medida que visa garantir o tratamento médico adequado à requerente, sem comprometer os objetivos da persecução penal”, diz um trecho da decisão.







Leave a Reply