Nikolas Ferreira (PL-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP) saíram das eleições de 2026 com votações históricas para a Câmara dos Deputados e já falam sobre a possibilidade de, no futuro, disputar a Presidência da República. Em lados opostos da política, os dois parlamentares se tornaram nomes de projeção nacional e representam campos distintos no Congresso.
Nikolas foi o deputado federal mais votado do país nas eleições deste ano, com 3.119.318 votos em Minas Gerais. Aos 30 anos, o parlamentar do PL ainda não tem a idade mínima de 35 anos exigida para concorrer à Presidência, mas já deixou claro que pretende disputar o cargo quando puder. Pelas regras atuais, a primeira eleição presidencial em que poderia concorrer seria a de 2034.
Em agosto, ao ser questionado sobre a possibilidade de chegar ao Palácio do Planalto no futuro, Nikolas afirmou que está se preparando para isso. “Só se caísse uma bomba no Brasil. Caso o contrário, eu estou à disposição completamente. E vou ser sincero, meu pai me ensinou o seguinte: é melhor você estar pronto e não ter oportunidade do que você ter oportunidade e não estar pronto”.
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Ligado à direita, Nikolas integra o PL e mantém proximidade política com a família Bolsonaro. Durante a campanha deste ano, apoiou Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência. O próprio Flávio chegou a apontá-lo como um nome com potencial para assumir a Presidência no futuro e dar continuidade ao seu campo político.
Do outro lado está Erika Hilton. Filiada ao PSOL, a deputada foi reeleita por São Paulo com 1.596.472 votos e se tornou a mulher mais votada da história da Câmara dos Deputados. Sua atuação parlamentar inclui temas ligados aos direitos das mulheres, direitos humanos, igualdade racial, direitos LGBTQIA+ e o debate sobre o fim da escala 6×1.
Um dia depois do resultado das eleições, Erika também falou diretamente sobre a possibilidade de ocupar a Presidência. “Eu não vou dizer que tenho vontade (de me candidatar a presidente), mas, quando fiz campanha, as pessoas me abraçavam e diziam que eu seria presidente. Eu acho bonito quando, dentro do meu grupo e fora, falam sobre essa possibilidade”, afirmou à CNN.
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A deputada disse ainda que não pretende se afastar da possibilidade caso seu nome seja escolhido no futuro. “Torço para que, se um dia essa proposta se apresentar e os partidos acharem que eu posso ocupar esse lugar, eu não me exima, pois não é o ódio que pode me impedir de ocupar lugares que podem ser históricos”, disse.
Nikolas e Erika também chegam ao novo mandato como dois dos nomes de maior votação popular do Congresso. Enquanto o deputado mineiro terminou a eleição como o candidato à Câmara mais votado do Brasil, ela 0ficou em terceiro lugar no ranking nacional e estabeleceu o recorde entre as mulheres.
Por enquanto, uma disputa entre os dois pela Presidência pertence ao futuro. Nikolas ainda precisa atingir a idade mínima para concorrer ao cargo, enquanto Erika condiciona essa possibilidade a uma eventual escolha política mais adiante. As declarações dos dois, porém, já colocam a Presidência entre os caminhos que podem fazer parte de suas trajetórias políticas.














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