
Diversidade política marca a renovação na Alesp (Foto: Instagram)
A eleição deste domingo, 4 de outubro, resultou em quase 40% de renovação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a maior do Brasil. Ao todo, 39 novos nomes foram eleitos em comparação com a lista de quatro anos atrás, e 34 deles estão entrando no Palácio Anchieta pela primeira vez.
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Entre as novidades da casa legislativa paulista, destaca-se a diferença de perfil entre os extremos ideológicos e o centro. Enquanto os novatos de esquerda e direita possuem, em sua maioria, experiência como vereadores, os partidos de centro elegeram principalmente ex-prefeitos.
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A deputada estadual mais votada do país, Eduarda Campopiano (PL), é um exemplo. Ela é vereadora em Praia Grande e chega à Alesp com uma pauta ideológica de extrema-direita, associada a Lucas Pavanato (PL), vereador de São Paulo que também obteve recorde de votos para deputado federal no estado, elegendo outros dois deputados estaduais: Thomaz Henrique (vereador em São José dos Campos) e Felipe Sertanejo (ex-UFC, em seu primeiro mandato eletivo).
Na esquerda, seis vereadores foram "promovidos" a deputados estaduais: Duda Hidalgo (PT, de Ribeirão Preto), Mariana Conti (PSol, de Campinas), Debora Camilo (PSol, de Santos), Marina Bragante (PSB, de São Paulo), João Paulo Rillo (PT, de São José do Rio Preto) e Keit Lima (PSol, de São Paulo).
Na Alesp, Duda reencontrará um antigo opositor da Câmara Municipal de Ribeirão Preto: Isaac Antunes (PL), que obteve pouco mais de 61 mil votos, conquistando uma das últimas vagas, impulsionado principalmente pelos votos de Campopiano. Outros nomes de direita incluem o vereador de Guarulhos Delegado Mesquita (PP, apoiado pelo Delegado Palumbo) e Sargento Castro (PP, apoiado pelo Sargento Nantes).
Os novatos de centro apresentam um perfil diferente, sendo em grande parte ex-prefeitos. Exemplos são Rogério Lins (Podemos, ex-prefeito de Osasco), Danilo Joan (PP, ex-prefeito de Cajamar), Pardini (PSD, ex-prefeito de Botucatu) e Renata Sene (Republicanos, ex-prefeita de Francisco Morato).
Além desses, o centro elegeu outros quatro novatos: Kaka do Autismo (Podemos, apoiado pela prefeita de Ferraz de Vasconcelos), Thammy Miranda (PSD, vereador de São Paulo), Edson do Paiol (Podemos, ex-vereador de Itaquaquecetuba e aliado do deputado Felipe Becari) e Regina Nunes (MDB, esposa do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes).
Dos 11 novatos do PL, cinco são ligados a gestões municipais: Rodrigo Ashiuchi (ex-prefeito de Suzano), Rogério Franco (ex-prefeito de Cotia), Franco Sardelli (filho do prefeito de Americana), João Paulo (vice-prefeito de Várzea Paulista) e Giovanni Sanches (colaborador próximo do prefeito de Guarulhos).
O PL também leva à Alesp os três candidatos de Pavanato, além dos estreantes Capitão Mosart (amigo de Jair Bolsonaro), Lisboa (apoiado pelo pastor Silas Malafaia) e Coronel Paganotto (ex-integrante da Rota, popular nas redes sociais). Os eleitos pelo Novo (Henrique Krigner) e pelo Missão (Rafa Minato, ex-subprefeito da Vila Mariana em São Paulo) também assumirão seus primeiros mandatos.
Por fim, a esquerda contará com três políticos em seus primeiros mandatos eletivos: Sofia Favero (PSol, apoiada pela deputada federal Erika Hilton), Leonardo Grandini (liderança jovem do PT e popular nas redes sociais) e Rodrigo Mar (apadrinhado por Reis, deputado estadual que não conseguiu se eleger à Câmara dos Deputados).







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