Luís Miranda é acusado de não pagar equipe de pesquisa eleitoral

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O ex-candidato distrital Luís Miranda (Foto: Instagram)

Pessoas contratadas para realizar uma pesquisa de intenção de voto para Luís Miranda (Democratas), candidato a deputado distrital que não foi eleito, alegam que não receberam pagamento pelos serviços prestados. Miranda obteve 3.610 votos — quantidade insuficiente para conquistar uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal — e, conforme os trabalhadores, o ex-candidato não cumpriu com os pagamentos acordados em contrato.

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Nos documentos acessados, uma das tarefas incluía a criação de um grupo de WhatsApp com pelo menos 50 pessoas que manifestassem apoio a Miranda, com um pagamento de R$ 700. Um membro da equipe deveria estar presente na conversa para validar os participantes.

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O contrato também estipulava que aqueles que "negassem apoio ao candidato" fossem removidos do grupo. A comunidade deveria permanecer ativa até o dia após a eleição, e mensagens deveriam ser enviadas diariamente até as 18h para confirmar o apoio contínuo ao candidato.

Uma mulher de 27 anos, residente em São Sebastião, foi uma das contratadas para a pesquisa. Ela foi recomendada por amigos e relata que ela e seus colegas enfrentaram dificuldades para encontrar apoiadores suficientes para formar os grupos exigidos. Segundo ela, devido à dificuldade, a equipe do candidato instruiu os freelancers a convencer as pessoas a declarar apoio a Miranda, mesmo que não fosse essa sua intenção.

A primeira suspeita de que o pagamento não seria feito surgiu quando a equipe adiou de 3 para 4 de outubro a data prevista para o depósito.

Depois, conforme a moradora de São Sebastião, a equipe informou que o pagamento já havia sido realizado. Ela recebeu um comprovante de transferência, mas ao verificar seu extrato bancário, constatou que o valor não foi depositado e que o comprovante não correspondia a uma transferência efetiva.

Outra pessoa que afirma ter sido contratada é Andressa Matazzo, 26 anos, de Águas Claras. Ela aceitou o trabalho para cobrir despesas relacionadas ao resgate de animais, atividade com a qual está envolvida.

Blogueira, Andressa decidiu expor o caso no Instagram. Após a publicação, Luís Miranda a bloqueou nas redes sociais e desativou os comentários.

Procurado, Luís Miranda afirmou que pagou integralmente todos os contratados diretamente pela campanha e negou ter contratado as pessoas que alegam não ter recebido. Ele mencionou que está realizando uma auditoria para entender como foram feitas as contratações e quem seria responsável pelos pagamentos. Miranda também questionou a validade do levantamento, alegando que havia cerca de 21 mil pessoas nos grupos que declaravam intenção de votar nele, mas obteve apenas 3.610 votos nas urnas.

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