Governo Lula busca votar fim da escala 6×1 antes do 2º turno; oposição quer adiar

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Davi Alcolumbre em conversa reservada com colega no plenário do Senado (Foto: Instagram)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou nesta quarta-feira (7/10) que irá colocar em votação requerimentos para modificar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6×1, caso sejam apresentados.

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Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo, está recolhendo assinaturas para um calendário especial e pretende protocolar o documento na quinta-feira (8/10). O objetivo do governo é apresentar e votar esse calendário na próxima semana.

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A líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em diálogo com líderes partidários para garantir os apoios necessários e assegurar uma votação antes do segundo turno das eleições. Enquanto isso, a oposição, incluindo aliados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), busca adiar a votação para após o pleito.

Davi Alcolumbre afirmou que havia se comprometido com seus colegas a deixar a votação para depois das eleições, pois muitos estavam em campanha e não queriam "contaminar" a disputa. Após ser "convencido" pelos senadores, Alcolumbre informou que colocaria a redução da jornada de trabalho em pauta logo após o primeiro turno.

O presidente do Senado colocou a PEC em plenário nesta semana para iniciar as sessões de discussão previstas no regimento. De acordo com as regras, ela deve passar por cinco debates e, em seguida, por dois turnos de votação, com cinco dias úteis entre cada um. Com um calendário especial, algumas etapas podem ser adiantadas, algo que a oposição tenta impedir.

Senadores bolsonaristas se reuniram nesta quarta para discutir a estratégia. O líder do grupo e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que insistirão em seguir o regimento e evitar "atropelos" na votação. Ele também comentou que "não faz bem ao país" discutir a redução da jornada da forma proposta.

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