
Christa Pike, de 50 anos, em foto de registro prisional (Foto: Instagram)
Christa Pike, de 50 anos, recuperou a consciência seis dias depois de sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee, EUA. Segundo um dos advogados, ela está "com raiva e confusa" e já entende parte do ocorrido durante o procedimento realizado em 30 de setembro.
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"Ela está com raiva e confusa com tudo neste momento. […] Ela tem plena consciência do que fizeram com ela até certo ponto", afirmou o advogado Randy Spivey nesta quarta-feira (7/10).
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Os advogados dizem que o prognóstico ainda é incerto. Durante a tentativa de execução, os braços dela sofreram queimaduras e ficaram cobertos de bolhas. Ela continua hospitalizada e algemada à cama.
Pike sobreviveu mesmo após receber duas doses de pentobarbital, droga usada em execuções letais. Ela foi condenada à morte aos 18 anos após, junto com o namorado Tadaryl Shipp, espancar e matar Colleen Slemmer, de 19 anos, em Knoxville, em 12 de janeiro de 1995.
O crime foi motivado por ciúmes, pois Pike acreditava que Slemmer queria roubar seu namorado. O corpo de Slemmer foi encontrado com um pentagrama entalhado no peito, feito por Shipp com um estilete.
O Death Penalty Information Center afirma que Pike é a única pessoa conhecida a sobreviver após receber drogas destinadas à execução por injeção letal.
A situação levou a equipe jurídica de Pike a pedir à Justiça que o Departamento de Correção do Tennessee preserve todas as evidências relacionadas à execução.
Em uma audiência em Nashville, os advogados solicitaram acesso a informações que possam ajudar a esclarecer o que deu errado durante o procedimento.
A juíza I’Ashea Myles ordenou que o estado preserve "tudo o que estava na sala onde a execução ocorreu". A ordem inclui gravações, relatos de testemunhas, e-mails, medicamentos, seringas, acessos intravenosos e outros materiais médicos.
Os advogados também pediram a preservação dos números dos lotes dos medicamentos utilizados, registros da execução e agulhas.
"Parte do problema que estamos enfrentando é que, até ontem, nossa cliente estava inconsciente, sem condições de se comunicar com seus advogados, sem condições de se comunicar com os profissionais de saúde", afirmou no tribunal Luke Ihnen, defensor público federal.
A equipe jurídica argumenta que, sem o consentimento de Pike e enquanto ela estava inconsciente, havia limitações para apresentar uma nova ação judicial.
A defesa de Pike considera a investigação insuficiente e pede que a pena de morte seja convertida em prisão perpétua.
A tentativa falha de executar Pike reacendeu o debate sobre o método de injeção letal usado nos estados norte-americanos. O caso também levantou questionamentos sobre os procedimentos adotados durante a aplicação dos medicamentos e sobre as condições médicas da execução.
Na terça-feira (6/10), os advogados já haviam informado que Pike permanecia inconsciente e que a recuperação poderia ser longa. Agora consciente, ela deverá continuar internada enquanto a equipe médica acompanha sua evolução.
O Tennessee suspendeu a próxima execução prevista no estado enquanto uma revisão independente tenta determinar o que aconteceu durante o procedimento que deixou Pike viva após receber as doses letais.







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