
Vista aérea de encostas em Belo Horizonte com obras de contenção paralisadas (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – No início do período chuvoso, Belo Horizonte enfrenta a paralisação de seis contratos de obras de prevenção e contenção, conforme dados do portal de transparência da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi). Esses contratos somam cerca de R$ 19,8 milhões em investimentos, abrangendo pelo menos 14 locais na cidade.
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As obras estão distribuídas por seis regionais e incluem estabilização de encostas, recuperação de sistemas de drenagem, contenção de áreas de risco e recuperação de espaços degradados. Algumas dessas áreas são classificadas pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) como de risco alto ou muito alto.
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Um dos contratos interrompidos, o UB-089/22, no valor de R$ 5,03 milhões, abrange intervenções no Jardim Alvorada, Padre Eustáquio e Vila Beira Linha, incluindo a estabilização de uma encosta entre as ruas Flor de Ameixa e Flor de Caqui. A PBH informou que o contrato está sendo encerrado por distrato devido a descumprimentos contínuos.
Os entraves afetam diversas regiões. O contrato AJ-003/18, de R$ 9,46 milhões, inclui projetos executivos, contenções e construção de moradias em locais como as vilas Alvorada, Nova Cachoeirinha II, Cabana do Pai Tomás e Nossa Senhora Aparecida. A PBH afirma que será necessária uma reprogramação devido a mudanças na topografia e geometria das encostas.
Na Região Centro-Sul, o contrato UB-035/25, de R$ 823,7 mil, envolve intervenções na Vila Nossa Senhora de Fátima, incluindo contenção no Beco Mangueiras e melhorias na drenagem. A prefeitura está revisando o escopo após um deslizamento na área.
No Aglomerado Santa Lúcia, o contrato UB-040/23, de R$ 1,38 milhão, prevê demolições e retirada de entulho. A PBH aguarda a conclusão das remoções para iniciar as demolições.
Nas vilas Mariquinhas e Boa União, o contrato UB-049/22, de R$ 1,41 milhão, inclui obras de estabilização de encostas. Os projetos executivos estão em fase final de análise, etapa necessária para a retomada dos trabalhos.
Na Região Izidora, o contrato UB-064/24, de R$ 1,71 milhão, prevê ações para reduzir riscos geológicos e melhorar o sistema viário. A execução foi afetada por redes de abastecimento de água da Copasa, impedindo o prosseguimento das intervenções.
A preocupação com as chuvas também envolve projetos de macrodrenagem. Entre eles, os reservatórios Vilarinho 2 e Nado 1, em Venda Nova, com capacidade para 105 milhões de litros de água cada e investimento previsto de R$ 263 milhões. A licitação do Vilarinho 2 está em andamento, enquanto o Nado 1 passa por revisão de projeto.
A Defesa Civil monitora 48 áreas de risco em Belo Horizonte, com acompanhamento 24 horas pelo Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH). A orientação é evitar ruas alagadas e buscar abrigo seguro durante temporais.







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