Sexóloga explica por que mantemos relações sexuais com quem deveríamos evitar

Publicado por

–


Mulher angustiada após encontro íntimo com ex-parceiro (Foto: Instagram)

Especialmente em relações com ex-parceiros e "ficantes", não é raro encontrar quem ainda mantenha contato sexual com alguém de quem deveria se afastar. Mesmo após brigas e diferenças emocionais, muitos acham difícil se desapegar porque o sexo é bom — e cheio de adrenalina, por assim dizer.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

Conforme explica a sexóloga Stephanie Seitz, nem toda recaída está ligada ao amor, sendo frequentemente motivada por ego e conforto com o que já é conhecido.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

"Às vezes você sente falta de ser desejada por aquela pessoa. De receber a mensagem. De perceber que ela ainda te quer. Da adrenalina daquela relação. Da química sexual. Ou até daquela sensação de 'eu ainda tenho algum poder aqui'. Além disso, você já sabe como aquela pessoa beija, toca e transa. Conhecer alguém novo exige começar do zero, voltar para alguém conhecido exige só uma mensagem", detalha.

Embora, no momento do sexo, possam surgir sentimentos e até hormônios que geram sensações positivas, o comportamento não é benéfico a longo prazo. Segundo a especialista, a relação sexual prolonga o vínculo emocional, alimentando a parte do relacionamento que ainda não foi superada.

Na maioria dos casos, as pessoas que mantêm esse tipo de relação não querem, necessariamente, reatar. "Às vezes você quer aquela sensação, aquela intimidade, aquela química. O problema é que o corpo vive aquele reencontro no presente enquanto a sua razão estava tentando colocar aquela história no passado", alerta.

Stephanie destaca outra armadilha: após o sexo, é comum confundir proximidade com mudança. "A pessoa continua sendo exatamente aquela que não entregava o que você precisava ou com quem a relação simplesmente não funcionava. Nada disso mudou porque vocês tiveram uma noite maravilhosa. Só que naquele momento houve carinho, intimidade e desejo. Talvez vocês tenham dormido juntos, conversado e aquilo pode reacender uma esperança que já estava começando a morrer", reforça.

Para identificar se a situação se trata de uma escolha prazerosa ou de uma dificuldade em romper o vínculo, a sexóloga orienta observar os sentimentos que ficam depois que o outro vai embora. "Porque você pode estar tendo duas horas maravilhosas e pagando por elas com três dias de ansiedade. Esse custo emocional também precisa entrar na conta", afirma.

Outra dica é fazer uma autorreflexão: "Se eu soubesse que essa pessoa nunca vai me oferecer nada além desse sexo, eu ainda toparia?". Se a resposta sincera for sim, não há problema em reconhecer que adultos podem, sim, escolher ter relacionamentos exclusivamente sexuais. Do contrário, talvez o sexo signifique apenas uma forma de não se desvincular.

Para ajudar quem não sabe por onde começar a sair da situação, Seitz oferece mais alguns conselhos. "Não existe uma resposta sexy. Às vezes você precisa parar de se colocar à prova. Criar distância de verdade pode ser necessário para você descobrir como se sente quando a pessoa deixa de ocupar tanto espaço. E eu não trataria recaída como fracasso. Às vezes você volta, percebe de novo por que tinha ido embora e aprende algo novo no processo", encerra.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *