
Guilherme Derrite (PP-SP) e Deltan Dallagnol (Novo-PR) em Brasília. (Foto: Instagram)
São Paulo — O senador brasileiro mais votado da história, Guilherme Derrite (PP-SP), manifestou apoio a Deltan Dallagnol (Novo-PR) em suas redes sociais, solicitando que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) "faça justiça e respeite a vontade soberana das urnas" no julgamento da candidatura do ex-procurador, previsto para esta quarta-feira (8/10).
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No último domingo (4/10), o Paraná elegeu Dallagnol e o deputado federal Filipe Barros (PL) para as duas vagas disponíveis no Senado. O candidato do Novo ainda aguarda a decisão sobre sua posse, já que teve o mandato de deputado federal cassado e o TSE está analisando a legalidade de sua candidatura.
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Derrite declarou que "a democracia se faz respeitando a escolha do eleitor e não a anulando por conveniência".
Além de Derrite, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também se posicionou favoravelmente para que Dallagnol ocupe a vaga no Senado.
CANDIDATURA SUSPENSA E ANÁLISE EM PLENÁRIO
A candidatura foi suspensa pelo ministro relator Floriano de Azevedo Marques e confirmada pelo plenário do TSE por 5 votos a 2. Os ministros Dias Toffoli, Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis votaram pela suspensão, enquanto André Mendonça e Nunes Marques, presidente da Corte, divergiram, permitindo que o ex-procurador permanecesse na disputa.
Dallagnol chegou à fase final da eleição em uma situação atípica: podia receber votos, mas não fazer campanha.
No sábado (3/10), o relator decidiu acolher os recursos, indeferiu a candidatura totalmente e determinou que os votos fossem anulados, baseando-se na exoneração do Ministério Público Federal, que o retirou do cargo de procurador.
A Procuradoria-Geral Eleitoral, às vésperas da votação, apoiou a candidatura. O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, pediu ao TSE que rejeitasse o recurso e mantivesse o registro no Paraná.
A decisão foi revertida em poucas horas. No domingo de manhã, o presidente do TSE, Nunes Marques, suspendeu a ordem de Floriano, restabelecendo a candidatura de Dallagnol e processando os votos normalmente.
A medida está condicionada ao julgamento do plenário do TSE, marcado para quarta-feira (8/10). O ex-procurador está nos sistemas da Justiça Eleitoral como “deferido com recurso”, indicando pendências ainda em análise.
CASSAÇÃO DE 2023 ESTÁ NO CENTRO DA DISPUTA
A cassação do mandato de deputado federal de Deltan em 2023 é central na discussão. O TSE entendeu que ele deixou o Ministério Público Federal enquanto respondia a processos internos para evitar punições que o tornariam inelegível.
A Lei da Ficha Limpa determina oito anos de inelegibilidade para membros do Ministério Público que deixam o cargo durante processos internos. Deltan foi eleito deputado federal em 2022, mas seu mandato foi cassado pelo TSE em 2023, menos de um ano depois.
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