
Policial da PCDF conduz suspeito durante operação contra quadrilha de furto de caminhonetes (Foto: Instagram)
Caminhonetes Hilux e SW4 furtadas no Distrito Federal por uma quadrilha eram levadas para áreas rurais de cidades goianas e vendidas a preços muito abaixo do mercado para uso em pequenas propriedades. A Operação Rota 060, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) através da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), foi deflagrada nesta quinta-feira (8/10). Até o momento, a polícia identificou 11 ocorrências ligadas a um dos líderes do grupo.
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Antes de serem transportadas para Goiás, as caminhonetes passavam por um período de "esfriamento", onde eram mantidas guardadas para diminuir o risco de serem localizadas.
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"Identificamos pessoas recrutadas para manter esses veículos guardados, no que chamamos de esfriamento, para então transportá-los até o estado de Goiás", explicou o delegado Fabio Souza, diretor da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV).
A operação cumpriu 10 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão em vários locais no Distrito Federal e em Goiás. O grupo é acusado de pelo menos 11 furtos consumados e operou entre julho de 2025 e agosto de 2026.
As análises revelaram que os valores pagos pelas caminhonetes eram muito inferiores ao preço de mercado. "Percebemos que os valores eram bem abaixo do mercado. Em algumas situações, estimamos que o grupo tenha vendido veículos por R$ 20 mil ao atravessador", afirmou o delegado.
A polícia também identificou pessoas responsáveis por alugar veículos usados como apoio durante os crimes. Esses carros eram utilizados na logística da quadrilha, enquanto outros membros cuidavam de abrir as caminhonetes e dar a ignição.
A investigação ganhou força após a prisão de uma das lideranças em agosto deste ano, quando uma caminhonete furtada no Parque Sul foi recuperada. Na ocasião, três envolvidos foram presos, incluindo o apontado como chefe do grupo, que foi liberado em audiência de custódia.
"Essa prisão levou à identificação dos demais integrantes e acreditamos que estamos desarticulando o grupo hoje", disse Fabio Souza.
No total, a PCDF cumpriu 10 mandados de prisão durante a operação. Sete foram efetivados e três investigados estão foragidos. "Tínhamos responsáveis pela abertura e ignição das caminhonetes, além de pessoas encarregadas pela locação de veículos usados como apoio na prática criminosa."
Entre os presos estão Anderson Rodrigues e Andresa Tayna, o casal que comandava a quadrilha. Segundo Fabio Souza, Anderson era o chefe do grupo e possuía conhecimento técnico para abrir e ligar as caminhonetes, além de fazer a articulação com um atravessador em Goiás e participar da escolha dos alvos.
"O chefe do grupo era quem tinha a expertise para a abertura e ignição das caminhonetes", afirmou.
Andresa Tayna, por sua vez, teria usado seus dados para alugar os veículos empregados como apoio durante os crimes e cedido contas para o recebimento dos valores obtidos com os furtos.
"A companheira dele usava seus dados para fazer a locação dos veículos usados nesses crimes e também cedia suas contas para receber os pagamentos do lucro obtido com o crime", disse.
Os investigados são acusados de organização criminosa, adulteração de sinal identificador e furto qualificado pelo uso de chave falsa e pela interestadualidade.







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