Perfis bolsonaristas atacam com racismo babalorixá em live

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O Bàbálórìṣà e professor Sidnei Nogueira durante transmissão ao vivo (Foto: Instagram)

Perfis que se identificavam como bolsonaristas e usavam o número 22 realizaram ataques racistas e de intolerância religiosa contra o Bàbálórìṣà e professor Sidnei Nogueira e a professora da Unifesp Ellen de Lima Souza durante uma transmissão ao vivo na segunda-feira (5/10).

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Mensagens como “Macacos”, “negão cria vergonha na sua cara” e “arrependam-se, feiticeiros” estavam entre as ofensas relatadas pelos educadores. Alguns perfis ainda solicitaram entrada na live, prometendo expor “toda a verdade” sobre os dois.

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Sidnei e Ellen, que é ekede de Oxum, estavam apresentando um curso do Instituto Ilê Ará e da Unifesp, discutindo as concepções de amor de bell hooks e Sobonfu Somé e suas conexões com os saberes de terreiro de Oxum. A conversa não tinha relação com eleições.

Os professores optaram por continuar a transmissão sem responder às provocações. O incidente foi reportado à Polícia Civil, ao Ministério Público do Rio de Janeiro e ao Disque 100, com imagens dos comentários ofensivos. O caso é sério e requer uma investigação policial rigorosa, e a coluna se compromete a cobrar das autoridades para que não haja impunidade.

Sidnei justificou a decisão de prosseguir com a live, ignorando os ataques, com uma lição de Obará Méjì: “Quem tem cabeça não carrega coroa na bunda.”

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