Noruega pode proibir óculos inteligentes em locais públicos por privacidade

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Óculos inteligentes da Meta em destaque enquanto a Noruega avalia restrições para proteger a privacidade em locais públicos. (Foto: Instagram)

Após restrições em bares, restaurantes e teatros no Reino Unido, a Noruega também considera limitar o uso de óculos inteligentes. O governo norueguês anunciou nesta semana a intenção de proibir temporariamente esses dispositivos em locais públicos, para evitar registros de imagem sem consentimento.

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O uso de óculos inteligentes, como os Meta Glasses, poderá ser restringido na Noruega. O país estuda a proibição temporária desses dispositivos em locais de grande circulação, como praias, museus, parques, centros comerciais e eventos públicos.

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Escolas, parques infantis, clubes juvenis, consultórios médicos, piscinas públicas e academias com vestiários também estão na lista de locais que podem ser afetados, devido às preocupações com privacidade.

Para Torgeir Micaelsen, ministro da Digitalização e Governança Pública da Noruega, o avanço de tecnologias poderosas é preocupante, pois as pessoas podem ser fotografadas ou gravadas sem saber. O governo, no entanto, não pretende proibir totalmente os óculos, permitindo seu uso privado ou em situações que não exponham outras pessoas.

Em agosto de 2026, o Reino Unido proibiu os óculos inteligentes em bares, teatros e restaurantes. A ATG Theatres, que administra locais como Bristol Hippodrome e Edinburgh Playhouse, anunciou que espectadores não poderão usar os dispositivos para gravar apresentações. Restaurantes também se posicionaram contra a invasão de privacidade.

Os Meta Glasses, lançados em junho de 2026 pela Meta, oferecem funcionalidades como registro de imagens, reprodução de músicas, traduções simultâneas e chamadas de voz sem mãos. No entanto, a capacidade de gravar vídeos e tirar fotos sem ser notado levanta preocupações sobre privacidade.

Em protesto contra os riscos dos óculos inteligentes da Meta, o grupo Everyone Hates Elon espalhou cartazes satíricos em Londres e Nova York. Um dos cartazes, colado em uma lixeira, alertava: "Usar óculos com câmera escondida aumenta a chance de ser visto como um 'nonce'. Jogue-os fora e mantenha sua dignidade."

Em julho, os ativistas também usaram imagens de Jeffrey Epstein e Kylie Jenner em cartazes para questionar os limites do consentimento e a vigilância das grandes empresas de tecnologia. Um dos cartazes, com uma ilusão de ótica, transformava uma propaganda de Kylie Jenner em um alerta: "Meta: Estamos sempre vigiando".

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